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Adalberto Costa Júnior reafirma compromisso com Angola plural e anuncia mandato operacional da UNITA – Correio da Kianda

Reeleito presidente da UNITA com 91% dos votos durante o 14º Congresso Ordinário, Adalberto Costa Júnior proferiu hoje, 30, um discurso marcado por compromissos de governança, inclusão social e fortalecimento democrático. O evento, considerado um marco na história do partido, contou com a supervisão da Comissão de Obrigações, que elogiou a organização do congresso e anunciou que a emissão de observações será detalhada em colectiva de imprensa nas próximas horas.

Em seu pronunciamento, ACJ destacou os avanços do partido nos últimos anos, apontando crescimento do voto nas eleições de 2022, expansão da presença nacional em áreas urbanas, periurbanas e rurais, novas alianças com movimentos cívicos e figuras independentes, e reforço da imagem internacional da UNITA. Segundo ele, estes fatores preparam a organização para enfrentar as eleições gerais de 2027, que considera “o momento mais decisivo da história política recente de Angola”.

“Temos diante de nós uma alternativa madura, organizada e preparada para governar de todos para todos”, afirmou, acrescentando que a UNITA está pronta para implementar reformas, reconciliar Angola consigo mesma e romper com um ciclo de estagnação e injustiça. ACJ sublinhou ainda a importância das autarquias e da descentralização, apontando estas reformas como momentos de viragem política e administrativa no país.

O líder oposicionista destacou que o sucesso do partido não se limita a emoções ou celebrações, mas deve se traduzir em ações concretas. “Devemos passar das palavras aos actos. Nossa geração tem a responsabilidade de garantir que o próximo meio século seja de prosperidade, justiça social, inclusão e dignidade para todos os angolanos”, disse.

No plano internacional, ACJ defendeu uma diplomacia atuante e soberana, capaz de trazer benefícios concretos ao país, criticando a forma como Angola foi excluída da participação directa na recente Cimeira União Africana-UE, realizada em Luanda. “Receber líderes internacionais é motivo de orgulho, mas a sociedade deve tomar parte nos eventos da nação. Não há inclusão sem coesão nacional”, frisou.

O discurso também abordou os desafios internos do país, como pobreza crescente, desemprego, fome e imigração de jovens e quadros, ressaltando a necessidade de diálogo entre governo, oposição e sociedade civil para construir um futuro de prosperidade compartilhada.

O congresso encerrou com ACJ reafirmando a maturidade política da UNITA, sua seriedade democrática e a responsabilidade histórica do partido no serviço de Angola: “É com profunda humildade e sentido de dever que declaro encerrado o 14º Congresso Ordinário da UNITA”.

O evento foi acompanhado de perto por dirigentes do partido e observadores nacionais, internacionais e representantes dos partidos políticos.

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