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UNITA aprova nova Frente Patriótica e diz preparar-se para alternância política em 2027 – Correio da Kianda

A UNITA encerrou hoje, 30, o seu XIV Congresso Ordinário com a aprovação de 18 resoluções estratégicas, destacando-se a criação de uma nova Frente Patriótica Unida para enfrentar as eleições gerais de 2027.

As decisões foram anunciadas poucas horas depois de Adalberto Costa Júnior ser reeleito presidente do partido com 91% dos votos.

Segundo o documento final, a formação da nova frente visa “congregar os angolanos numa ampla aliança para operar a alternância política em 2027”, reforçando a estratégia que permitiu ao partido alcançar resultados históricos nas eleições de 2022, onde conquistou 90 assentos no parlamento.

Os delegados saudaram o impacto da Frente Patriótica nas últimas eleições e incentivaram ACJ a aprofundar este caminho, reconhecendo “o mérito dos dirigentes, quadros, membros, simpatizantes e amigos da UNITA” pelo desempenho alcançado.

O congresso aprovou também o alargamento da Comissão Política, que passa a contar com 351 membros efectivos e 75 suplentes, justificando a decisão com o aumento do número de províncias, municípios e militantes do partido.

Embora tenha mantido a duração de quatro anos por mandato presidencial, a UNITA recomendou que, a partir de 2033, o XV Congresso adote um mandato de cinco anos, garantindo maior estabilidade estratégica.

Outra decisão de destaque foi a alteração do nome do centro político-administrativo do partido, Sovsmo, em Viana, que passa a chamar-se Dr. Jonas Malheiros Savimbi, em homenagem ao fundador da UNITA.

As resoluções sublinham a intenção do partido de privilegiar os sectores da saúde, educação, família e agropecuária como pilares de uma eventual governação, “devendo promover iniciativas alinhadas com esta visão enquanto oposição e alternativa credível”.

O documento alerta ainda para a “difícil situação social e económica das populações”, agravada pela “má governação”, e reafirma a vocação reconciliadora da UNITA, defendendo um exercício democrático que fortaleça “a unidade e coesão interna”.

Outro ponto aprovado insta o presidente eleito a reforçar a estrutura de representação do partido nas comunidades angolanas no estrangeiro, considerando o papel crescente da diáspora no panorama político nacional.

O XIV Congresso contou com 1.228 delegados dos 1.251 previstos, provenientes de todas as províncias e das representações externas do partido, incluindo Namíbia, RDC, Congo Brazzaville, Zâmbia, Portugal, Espanha, França, Reino Unido, EUA e outros países.

A abertura do evento contou com representantes do Estado angolano, entre eles a presidente do Tribunal Constitucional, Laurinda Cardoso, e o primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional, Américo Cuononoca (MPLA). Marcaram também presença delegações de vários partidos políticos, figuras da sociedade civil, autoridades tradicionais, entidades religiosas, partidos estrangeiros e membros do corpo diplomático de países como EUA, Portugal, França, Reino Unido, Japão, Rússia e Espanha.

O congresso, que se estendeu por três dias, marcou um momento decisivo para a preparação da UNITA rumo a 2027, consolidando a sua estratégia de oposição e reforçando a ambição de se apresentar como alternativa governativa.

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