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Ministro acusa igrejas ilegais de explorarem beneficiários do Kwenda – Correio da Kianda

O Ministro da Cultura denunciou publicamente situações de exploração da fé e abuso social, envolvendo a utilização indevida do dinheiro do Programa Kwenda por parte de seitas religiosas que operam à margem da lei, sobretudo na província de Luanda.

Segundo Filipe Zau, mais de duas mil seitas religiosas foram identificadas apenas em Luanda ao longo de 2025, um número largamente superior aos registos oficiais, que apontam para apenas 80 denominações religiosas legalizadas em todo o território nacional. Para o governante, estes dados revelam uma proliferação alarmante de grupos religiosos informais, muitos dos quais recorrem a práticas de manipulação financeira de fiéis vulneráveis.

O ministro denunciou casos em que supostos líderes religiosos convencem beneficiários do Kwenda a canalizar parte significativa do subsídio para as igrejas, prometendo crescimento financeiro e prosperidade espiritual. “Trata-se de situações de extrema indignação, em que cidadãos carenciados são levados a acreditar que, ao entregar o dinheiro do Kwenda à igreja, os seus valores financeiros vão aumentar”, alertou.

Filipe Zau sublinhou que estas práticas configuram uma clara mercantilização da fé, desviando recursos de um programa público criado para reduzir a pobreza e reforçar a inclusão social. Face ao cenário, o governante defendeu a aprovação urgente da lei revista sobre a actividade religiosa em Angola, como forma de travar abusos, reforçar o controlo do Estado e proteger os beneficiários de programas sociais.

O Executivo considera que a denúncia deve servir de alerta às autoridades competentes e à sociedade, reforçando a necessidade de separar a liberdade religiosa de práticas fraudulentas, que atentam contra a dignidade humana e o interesse público.

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