O especialista em relações internacionais, Adalberto Malú, disse hoje, 09, à Rádio Correio da Kianda, que a situação no Irão continua muito tensa e em evolução rápida depois de mais de 10 dias de protesto, a constatação assumiu agora um carácter nacional e político claro.
O especialista diz não ter dúvidas de que o regime iraniano parece estar numa encruzilhada, tendo afirmando que esta crise desafia directamente a legitimidade do governo, agravada com as fortes sanções económicas, inflação fora do controlo e um colapso acentuado do valor da moeda.
“A repressão violenta e o apagão digital demonstram que o Estado iraniano está a apostar em força abruta, o que pode eliminar ainda mais a confiança no sistema”, sublinhou.
Adalberto Malú disse que no pleno regional esta instabilidade pode ter efeito de longo alcance no Médio Oriente, porque o Irão é um actor central na dinámica regional.
Referir que o líder supremo do Irão, Ayatollah Ali Khamenei, criticou hoje, 09, os manifestantes em protes0to contra regime, afirmando que estão a “destruir as próprias ruas para agradar ao presidente de outro país”, numa referência a Presidente norte-americano, Donald Trump.
A intervenção pública inesperada de Khamenei demonstra a seriedade com que as autoridades estão a encarar os protestos, que levaram o Governo iraniano a cortar a internet e as linhas telefónicas com o exterior.
Manifestantes iranianos gritaram e marcharam pelas ruas desde a noite de quinta-feira até à manhã de hoje, após um apelo do príncipe herdeiro exilado do país para que as pessoas saíssem à rua em protesto contra a República Islâmica.
Segundo avançou a televisão estatal iraniana, “agentes terroristas” dos Estados Unidos e de Israel atearam fogo e provocaram violência, tendo garantido que houve vítimas, mas sem avançar pormenores.
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