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Caso AGT reacende debate sobre corrupção em Angola – Correio da Kianda

O analista político João Mateus disse esta quarta-feira à Rádio Correio da Kianda que a corrupção e o peculato são “uma ferida aberta no coração da nação” angolana, que vai além dos crimes administrativos.

Ao reagir sobre o julgamento, esta quinta-feira, dos acusados do mediático caso de desvio de mais de 7 mil milhões de kwanzas na Administração Geral Tributária (AGT), o politólogo fez saber que o impacto destas práticas pode ser facilmente identificado nas insuficiências com que se apresentam as instituições públicas, sobretudo nos sectores da educação e saúde.

“Quando um funcionário desvia recursos públicos, não está apenas a cometer um crime administrativo, está a matar sonhos, retirando medicamentos dos hospitais, apagando as luzes das escolas e a retirar a esperança da juventude que emigra em busca de um lugar melhor”, disse.

Por seu turno, o sociólogo Agostinho Paulo disse que a má distribuição da renda pública em Angola é resultado dos actos de corrupção protagonizados, em grande parte dos casos, por gestores de instituições públicas.

O profissional entende que a “corrupção é um mal que prejudica a esfera social, económica e política do país”, agravando os níveis de pobreza das populações, por um lado; e enriquecendo um determinado grupo de indivíduos.

Agostinho Paulo disse ainda que as molduras penais aplicadas aos casos de corrupção são levianas, atendendo a gravidade do assunto. Por esta razão, defende o reforço dos mecanismos de prevenção e combate da prática da corrupção, através de instituições como a Inspecção Geral da Administração do Estado (IGAE), da Assembleia Nacional e do Tribunal de Contas.

O Tribunal da Comarca de Viana, em Luanda, arranca esta quinta-feira, 15, o julgamento dos acusados do mediático caso de desvio de mais de 7 mil milhões de kwanzas na Administração Geral Tributária (AGT).

De acordo com informações apuradas pela Rádio Correio da Kianda, mais de 30 arguidos, incluindo funcionários da AGT são acusados de lesarem o Estado angolano em mil milhões de kwanzas.

 O Ministério Público avança que os arguidos cometeram crimes como peculato, falsidade informática, acesso ilegítimo a sistemas e branqueamento de capitais, beneficiando empresas por meio de facturação falsa, redução indevida de dívidas fiscais e emissão irregular de notas.

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