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PROPRIV ainda não atingiu resultado transformador, diz economista – Correio da Kianda

O economista José Lumbo, defendeu em declarações à Rádio Correio da Kianda, a mudança de parâmetros no processo de privatizações, pelo facto de na sua visão, o programa estar a ser executado maioritariamente por necessidade fiscal do que estratégia económica.

Apesar de ter contratualizado mais de um bilião de kwanzas em privatizações, o Estado angolano conseguiu arrecadar, ao longo de 2025, cerca de 700 mil milhões de kwanzas no âmbito do Programa de Privatizações (PROPRIV), ficando ainda por receber perto de 500 mil milhões de kwanzas, a serem pagos de forma faseada nos próximos períodos.

Para o especialista, a privatização deve ser feita com vista a alinhar-se ao sistema de mercado, do que com a intenção de dar um certo alívio ao OGE.

José Lumbo afirmou que em termos de impacto, o PROPRIV ainda não produziu um efeito transformador, tais como emprego, diversificação produtiva e sobre a competitividade de mercado aliados aos objectivos desta natureza.

“É preciso que o PROPRIV seja um programa virado para a estratégia económica, do que necessidade fiscal”, sublinhou,

O economista alerta por isso o Executivo angolano, a traçar estratégias exequíveis para a criação de um verdadeiro ambiente de negócio e criar créditos acessíveis.

Desde o seu lançamento, em 2019, o PROPRIV já concretizou a privatização de 121 dos 170 activos inicialmente previstos, restando 49 até ao encerramento do programa, previsto para o final de 2026, altura em que futuras decisões de alienação de empresas públicas passarão a depender exclusivamente da estratégia e visão do Executivo.

Os dados foram avançados esta quarta-feira, 28, em Luanda, pelo secretário de Estado para as Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos, no final da primeira reunião ordinária deste ano da Comissão Nacional Interministerial do PROPRIV, revelando que uma parte significativa das receitas previstas continua dependente do cumprimento dos calendários de pagamento acordados com os investidores.

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