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Receitas petrolíferas de Angola caem mais de 22% em 2025 com queda do preço e da produção – Correio da Kianda

Angola registou uma quebra acentuada nas receitas provenientes da exportação de petróleo em 2025, ao arrecadar 24,4 mil milhões de dólares, menos 22,16% face a 2024, num ano marcado pela descida do preço internacional do crude e pela redução do volume exportado, segundo dados oficiais divulgados pelo Governo.

De acordo com o secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Barroso, o país exportou cerca de 357,1 milhões de barris de petróleo bruto, menos 9,28% do que no ano anterior, a um preço médio de 68,4 dólares por barril, valor que representa um decréscimo de 14,19% em termos homólogos.

A quebra simultânea do preço e da produção voltou a expor a elevada dependência da economia angolana do setor petrolífero, que continua a assegurar a maior fatia das receitas fiscais, das exportações e das entradas de divisas, condicionando a estabilidade das contas públicas.

Os dados oficiais indicam ainda uma forte concentração dos destinos do petróleo angolano. Em 2025, a China absorveu 58,57% das exportações, seguida da Índia, com 11%, e da Indonésia, com 8,28%, reforçando a exposição do país a um número limitado de mercados.

No quarto trimestre de 2025, as receitas petrolíferas totalizaram 5,87 mil milhões de dólares, menos 4,56% em comparação com o período homólogo de 2024. Nesse período, Angola exportou 93,94 milhões de barris, a um preço médio de 63,7 dólares por barril.

O valor bruto das exportações registou uma redução de 19,42% em termos homólogos e de 7,07% face ao trimestre anterior, reflectindo o impacto directo da descida dos preços no desempenho financeiro do sector.

No que respeita às exportações de gás natural, o Governo informou que Angola arrecadou 3,2 mil milhões de dólares com a venda de cerca de 5,8 milhões de toneladas métricas. Apesar do crescimento do segmento, o montante permanece insuficiente para compensar a perda de receitas do petróleo.

Os números agora divulgados surgem num contexto de persistente queda da produção petrolífera e reforçam os desafios estruturais da economia angolana, que continua fortemente dependente do crude, num cenário de volatilidade dos mercados internacionais e de pressão sobre as finanças públicas.

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