Nem sempre o primeiro degrau é fé. Às vezes é medo de não ter o suficiente para sustentar a família, medo de enfrentar uma estrada cheia de obstáculos, medo de que os sonhos se percam antes de se tornarem realidade. Às vezes é cansaço de ver portas fechadas, promessas que não se cumprem e oportunidades que parecem passar ao largo. Às vezes é apenas o sussurro de quem ainda não acredita plenamente, mas que já não quer desistir. Em Angola, onde a vida desafia cada dia com limitações e dificuldades, Deus não exige força pronta. Ele acolhe o coração trêmulo que decide continuar, mesmo sem garantias, mesmo quando tudo parece pesar mais do que as próprias pernas.
Cada passo transforma a forma como se fala consigo mesmo. O “não vou conseguir” vira silêncio. O silêncio vira pergunta: “E se tentar, e se não desistir?” A pergunta transforma-se em tentativa. E, quando se percebe, já não se caminha sozinho. Há uma força invisível a sustentar os pés de quem acorda cedo para trabalhar, alinhando o chão de quem busca transformar a sua vida e abrindo clareiras onde antes só havia dúvida. Essa força é visível no agricultor que, com mãos calejadas, planta esperança na terra árida; no jovem empreendedor que luta contra a burocracia para abrir um pequeno negócio; na professora que, apesar de salas cheias e recursos escassos, insiste em ensinar com amor e dedicação.
Em Angola, aprender a subir degrau por degrau é também aprender a confiar no processo, mesmo quando este é lento. Cada dificuldade enfrentada, cada tropeço, cada noite de preocupação é um passo silencioso rumo à vitória. Com Deus, o impossível não se impõe. Ele revela-se aos poucos, degrau por degrau, no ritmo da coragem de cada angolano que decide avançar, que decide não deixar a desesperança definir o seu caminho. Não importa onde se começou hoje. Importa que ainda se esteja disposto a subir. Porque toda subida honesta, mesmo lenta, é oração em movimento.
E é nesta caminhada que Angola se reflete. Um país de pessoas resilientes, que carregam sonhos maiores do que as dificuldades que enfrentam. Que levantam mercados improvisados, constroem escolas com recursos limitados, batalham para que a luz chegue às aldeias, ensinam filhos e netos a acreditar na força do trabalho e da honestidade. Cada gesto, cada esforço, cada pequena conquista é um degrau que aproxima o país de dias melhores.
Por isso, não desista. Mesmo que o degrau pareça alto demais, mesmo que o medo sussurre que é impossível. Mesmo que o cansaço queira fazer parar. Continue. Suba. Cada passo que dá é um testemunho da sua fé, da sua coragem, da sua persistência. Cada passo é um sinal de que a esperança ainda vive em Angola, que o futuro pode ser construído, degrau por degrau, por pessoas que não se rendem. Porque, no final, a verdadeira vitória não é apenas chegar ao topo, mas aprender, enquanto se sobe, que cada esforço é uma oração, cada desafio é uma lição e cada passo é um milagre silencioso que move corações e transforma vidas.
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