FNLA destaca contributo de Cónego Manuel das Neves no dia 4 de Fevereiro de 1961 – Correio da Kianda
A Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), defendeu a necessidade de se homenagear Cónego Manuel Joaquim Mendes das Neves, então vigário da Arquidiocese Geral de Luanda, da Igreja Católica, que deu ordem de ataque ao Comandante Neves Bendinha e companheiros, para impedirem a transferência dos presos políticos encarcerados nas cadeias de Luanda e libertá-los, como peça fundamental do 4 de Fevereiro.
Por intermédio de um comunicado chegado à nossa redacção, o Bureau Político do partido dos irmãos, destacou a bravura do padre católico, sem descurar o mérito de tantos outros heróis anónimos que se bateram para os objectivos da data, que hoje, quarta-feira, 04, se assinala em todo país.
“O 4 de Fevereiro de 1961 e o 4 de Fevereiro de 2026 distam 65 anos, desde que angolanos revoltosos atacaram as cadeias da PIDE, com o intuito de libertar os presos que seriam transferidos de Angola para o exterior, precisamente para Cabo Verde”, sublinha o documento.
Para a FNLA “Cónego Manuel das Neves foi um dos grandes impulsionadores da Luta de Libertação Nacional, pois as suas cartas enviadas para Leopoldville, actual Kinshasa, eram claras e convincentes, comovendo profundamente a diáspora angolana”, pelo que lamenta que não tenha sido o primeiro a ser condecorado a título póstumo, no âmbito das celebrações dos 50 Anos de Independência Nacional, assinados em 2025, por ser, ainda na visão do partido liderado por Nimi-a-Simbi, um dos melhores filhos de Angola, e um verdadeiro Herói Nacional.
“O Padre Manuel das Neves foi um homem humilde que dedicou a sua vida ao Nacionalismo Angolano. Nasceu a 25 de Janeiro de 1896 e faleceu a 11 de Dezembro de 1966”, avança, acrescentando que no exílio, passou os últimos cinco anos da sua vida, de 1961 a 1966, sofrendo as amarguras de uma cruel perseguição política, enfrentando a morte com a serenidade de um justo.
Por fim, a FNLA termina a nota “inclinando-se perante a memória dos nacionalistas do 4 de Fevereiro e aproveita a ocasião para render uma homenagem sublime e merecida aos filhos de Angola, Pátria-Mãe, que deram as suas vidas para que o mundo tomasse conhecimento do jugo colonial português e das suas atrocidades”.
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