A partir desta quinta-feira, 5, o mundo passa a viver uma nova realidade no domínio da segurança internacional, marcada pela ausência de qualquer acordo que limite o uso e o arsenal de armas nucleares entre duas das maiores potências atómicas globais.
O fim do tratado New START, celebrado entre os Estados Unidos da América (EUA) e a Federação Russa, representa uma rutura histórica com mais de cinco décadas de esforços de contenção e controlo nuclear, iniciados ainda no auge da Guerra Fria.
Assinado em 2010 e em vigor desde 2011, o New START impunha limites claros ao número de ogivas nucleares estratégicas e aos vetores de lançamento de longo alcance, além de prever mecanismos de verificação mútua. O tratado era considerado o último grande pilar do sistema internacional de controlo de armas nucleares, após o colapso de outros acordos ao longo dos últimos anos.
Especialistas em segurança internacional alertam que o fim do New START pode abrir caminho para uma nova corrida ao armamento nuclear, com impactos diretos na estabilidade global. A ausência de regras comuns e de mecanismos de fiscalização aumenta o risco de desconfiança estratégica, erros de cálculo e escalada de tensões, num contexto já marcado por conflitos armados e rivalidades geopolíticas profundas.
Organizações internacionais e líderes mundiais têm manifestado preocupação, sublinhando que o desmantelamento destes acordos enfraquece a arquitetura de segurança global e coloca em causa décadas de avanços na redução do risco nuclear. Ainda assim, até ao momento, não há sinais concretos de negociações para um novo tratado que substitua o New START.
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