Estas cheias tiveram uma característica especial, chegaram aos pontos onde, outrora, eram considerados pontos seguros. Onde eram pontos de segurança ou pontos seguros nas cheias do ano 2000, nas cheias do ano 2013, neste ano de 2026 as águas chegaram”, conta à Lusa o administrador de Chókwè, Narciso Nhamuco.
“É uma tragédia nova que não se compara com outras”, sublinha ainda, enquanto coordena o apoio humanitário às mais de 55 mil pessoas colocadas nos três centros de abrigo criados do distrito, província de Gaza, 250 quilómetros para norte de Maputo.
E no “celeiro do país”, admite, os dias são de apreensão com o futuro: “A actividade de agricultura foi completamente arrasada”, escreve o Mundo ao Minuto.
Chókwè, na província de Gaza, foi um dos mais afectados pelas cheias de Janeiro, mudando a vida de 170 mil pessoas, explicou à Lusa o administrador Narciso Nhamuco, deixando inundado 88% do território. Ou seja, 2.258 quilómetros quadrados ficaram submersos desde 15 de Janeiro.
Na agricultura, são 44 mil produtores com actividade em causa, entre campos inundados, casas e vilas.
“É aqui o celeiro de produção do grande arroz. E também o regadio foi afectado, porque sofreu vários rombos e isso também vai comprometer, por um lado, a nossa produção. Estamos a falar de uma área de 45.750 hectares que foram afetados completamente na produção”, detalha.
O administrador de Chókwè reconhece a “necessidade urgente” de a população ter sementes para tentar retomar a produção, desde logo no arroz, para não perder “o auto-sustento” ou será a “dependência completa de assistência alimentar”.
Crédito: Link de origem
