Grávida de mais de cinco meses, a árbitra assistente camaronesa Adeline Djonreba ajuizou, este sábado, 7, o jogo entre Uganda e Zâmbia, a contar para as eliminatórias de qualificação à Copa do Mundo Feminino Sub-20 da FIFA, num episódio que está a gerar grande repercussão no futebol africano e internacional.
A presença de Djonreba em campo chamou a atenção de adeptos, dirigentes e observadores do futebol, não apenas pela exigência física da função, mas sobretudo pelo simbolismo de inclusão, profissionalismo e valorização da mulher no desporto, mesmo em contexto de maternidade.
Apesar da gravidez avançada, a árbitra camaronesa cumpriu normalmente as suas funções ao longo do encontro, demonstrando preparo físico, concentração e domínio técnico, num jogo de elevada importância competitiva para as duas seleções africanas.
Especialistas em arbitragem e dirigentes desportivos destacam que o episódio reflecte a evolução das políticas de igualdade de género no futebol, bem como a crescente abertura das entidades reguladoras para a participação activa das mulheres em todas as esferas do jogo, desde que respeitadas as condições médicas e de segurança.
A atuação de Adeline Djonreba surge também como um exemplo inspirador para jovens árbitras africanas, reforçando a mensagem de que a maternidade não deve ser um obstáculo automático à carreira profissional, desde que haja acompanhamento clínico adequado e consentimento da própria profissional.
A Confederação Africana de Futebol (CAF) e a FIFA têm vindo a promover programas de incentivo à arbitragem feminina, num esforço para aumentar a representatividade e o reconhecimento das mulheres no futebol, sobretudo em competições internacionais.
O jogo entre Uganda e Zâmbia decorreu sem incidentes, ficando marcado não apenas pelo resultado desportivo, mas também por um momento considerado histórico para a arbitragem feminina africana.
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