Governo leiloa mais de 17 mil metros cúbicos de madeira Mussivi aprendida há oito anos – Correio da Kianda
Cerca de oito anos depois, vários lotes de madeira do tipo Massivi, apreendidas em 2018, estão a ser leiloadas. Tratam-se de 17.500 metros cúbicos da espécie desta madeira, retida, por proibição ministerial, que estão disponíveis para as instituições de transformação da madeira, comprarem.
À Televisão Pública de Angola, o director nacional de Florestas, do Ministério da Agricultura e Florestas, Domingos Nazareth Veloso, disse que os cerca de 17.500 metros cúbicos de madeira Mussivi estão concentrados nos entrepostos de Maria Teresa, na província do Icolo e Bengo, que tem a maior concentração deste produto, com cerca de 16 mil metros cúbicos, e no entreposto de Caxito, no Bengo, com cerca de 1.000 metros cúbicos.
“Estamos aqui para estender um convite às indústrias nacionais de mobiliários, às escolas de artes e ofícios, às carpintarias, aos serviços prisionais do Ministério do Interior, a todas essas instituições, unidades de processamento da madeira, para que se dirijam aos entrepostos de produtos florestais mencionados, nós temos muita madeira apreendida, madeira retida nestes locais”, disse.
Domingos Nazareth Veloso sublinhou que a madeira é “de alta qualidade”, e que está organizada em lotes comerciais, e por isso “pode ser aproveitada para fazer mobiliários de alto padrão”, bem como para a produção de mobiliários de utilização escolar.
“Queremos vender esta madeira o mais rapidamente possível, uma vez que ela já se encontra retida há bastante tempo, desde 2018, temos madeira de 2019, 2020 até madeira mais recente dos anos 2024 e 2025”, acrescentou.
O diretor nacional das Florestas referiu que a retenção dos lotes de madeira deveu-se ao facto de um decreto ministerial determinar a proibição do seu corte, transporte e exportação. Entretanto, apesar da suspensão, acrescentou, a actividade de corte “continuou a decorrer de forma clandestina”, considerando que a fiscalização “é um dos principais Calcanhares de Aquiles do sector florestal”.
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