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João Lourenço segue para Adis-Abeba para cerimônia de passagem de pastas da União Africana – Correio da Kianda

O Presidente da República, João Lourenço, está a caminho de Adis-Abeba, na Etiópia, para participar na cerimônia de passagem de pastas da presidência do Conselho Executivo da União Africana (UA), assinalando o encerramento de um ciclo de dois anos de liderança angolana na organização continental.

Durante este período, Angola pautou a sua actuação por uma diplomacia pragmática, inclusiva e orientada para resultados, registando avanços relevantes nas reformas estruturais da União Africana, destacou o ministro das Relações Exteriores, Téte António, na abertura da 39.ª Sessão Ordinária do Conselho Executivo da UA, realizada esta quarta-feira, 11.

Segundo Téte António, os objectivos traçados pela presidência angolana foram cumpridos “graças ao apoio e empenho de todos os Estados-Membros”, numa referência à cooperação intergovernamental que permitiu avançar em processos estruturantes, incluindo a escolha da liderança da organização e a implementação do SACA, iniciativa destinada a auditar competências e reforçar a capacidade técnica do pessoal da Comissão da UA.

O ministro salientou ainda que Angola promoveu a revitalização dos métodos de trabalho dos órgãos da União Africana, com o objectivo de torná-los mais eficientes, previsíveis e alinhados com a Agenda 2063, o plano estratégico continental que visa consolidar paz, integração económica e desenvolvimento sustentável.

No domínio da diplomacia multilateral, Angola contribuiu para encontros ministeriais estratégicos que prepararam a TICAD 9, em Yokohama, Japão, e a 7.ª Cimeira União Africana–União Europeia, realizada em Luanda. Estas iniciativas, segundo o chefe da diplomacia angolana, reforçaram a voz do continente nos fóruns internacionais e consolidaram parcerias baseadas em interesses comuns.

A presidência angolana registou também um papel activo na promoção da paz e segurança, participando em processos de mediação e facilitando designações de alto nível, como a do Presidente do Burundi, Évariste Ndayishimiye, para a Região do Sahel, e do Presidente Togolês, Faure Gnassingbé, como Mediador da UA no conflito entre a República Democrática do Congo e Ruanda. Angola manteve ainda um envolvimento constante em processos de estabilização na República Centro-Africana, Somália, Sudão e Sudão do Sul.

Durante os dois dias de trabalhos da 39.ª Sessão Ordinária, o Conselho Executivo irá analisar relatórios estratégicos, discutir a participação da UA no G20 e reflectir sobre o posicionamento global do continente. A agenda inclui também a eleição e nomeação de novos membros dos órgãos da União Africana, com vista a garantir lideranças competentes e representativas.

O envio do Presidente João Lourenço a Adis-Abeba marca, segundo analistas, o culminar de um mandato que reforçou a posição diplomática de Angola, consolidou a coesão entre Estados-membros e reforçou a relevância africana nos fóruns internacionais. O país deixa um legado de diplomacia activa, construção de consensos e avanços concretos na estrutura organizativa da UA, abrindo caminho para novas lideranças e iniciativas continentais nos próximos anos.

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