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Novos ataques na Nigéria deixam dezenas de mortos – Correio da Kianda

Ataques de homens armados em três vilarejos do estado do Níger, na Nigéria vitimaram pelo menos 46 pessoas, umas mortas a tiro e outras cortadas as gargantas. Os homens armados chegaram no último sábado, 14, aos vilarejos em motorizadas.

As três vilas alvo dos atiradores fazem parte da área de governo local de Borgu, no Estado do Níger, na fronteira com o Estado de Kwara, onde jihadistas mataram mais de 160 pessoas em um ataque no início deste mês. O ataque mais sangrento aconteceu na vila de Konkoso, onde pelo menos 38 pessoas foram mortas a tiros ou tiveram a garganta cortada, disse a fonte humanitária à AFP.

A maioria das casas da vila foi incendiada e, além das já contabilizadas como mortas, “outros corpos estão sendo recuperados”, disse a fonte citada pelo Africanews.

Um morador de Konkoso disse à AFP que os atiradores atacaram primeiro a vila vizinha de Tungar Makeri antes de seguirem para sua vila. Um porta-voz da polícia do Estado do Níger disse à AFP que seis pessoas foram mortas em Tungan Makeri quando os atiradores tomaram a vila por volta das 6h da manhã.

“Algumas casas foram incendiadas e um número ainda indeterminado de pessoas foi sequestrado”, e policiais buscavam informações sobre os ataques às outras duas vilas, segundo o porta-voz da polícia. O morador de Konkoso disse que seu sobrinho estava entre os mortos em Konkoso.

“Eles queimaram muitas casas e sequestraram quatro mulheres”, disse ele. “Depois de Konkoso, foram para Pissa, onde incendiaram uma delegacia e mataram uma pessoa”, sublinhando que “muitas pessoas” ainda “estão desaparecidas”.

A fronteira entre os estados de Kwara e Níger abriga a Floresta de Kainji, um refúgio conhecido para bandidos e jihadistas. A Nigéria tem lidado com uma insurgência jihadista no nordeste há mais de 16 anos.

Mas também teve que lidar com um conflito contínuo entre agricultores e pastores na região centro-norte, violência separatista no sudeste e sequestros para resgate no noroeste.

Grupos jihadistas também atuam nas regiões noroeste e centro-oeste, encorajados pela crescente insegurança nos países vizinhos Níger e Burkina Faso.

Numerosas gangues armadas, conhecidas localmente como “bandidos”, também estão a fazer saques aos vilarejos, matando pessoas e sequestrando moradores.

Jihadistas mataram mais de 160 pessoas em um ataque à vila de Woro, no estado de Kwara, no início de Fevereiro.

O Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (JNIM), afiliado à al-Qaeda, reivindicou seu primeiro ataque em solo nigeriano, perto de Woro, em Outubro passado. Líderes religiosos e comunitários da região de Borgu pediram na semana passada que o presidente Bola Tinubu estabeleça uma base militar na região para pôr fim aos ataques recorrentes, informou a media nigeriana.

O exército dos EUA coordenou com as autoridades nigerianas para realizar ataques aéreos no Estado de Sokoto em 25 de Dezembro, tendo como alvo o que Washington disse serem jihadistas do Estado Islâmico. Trump afirmou que cristãos na Nigéria estão sendo “perseguidos” e vítimas de um “genocídio” perpetrado por “terroristas”.

Abuja e a maioria dos especialistas rejeitaram a alegação, afirmando que a violência é indiscriminada, afectando cristãos e muçulmanos igualmente.

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