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Estratégia do BD coloca em debate papel da UNITA e possíveis abdicações de cores – Correio da Kianda

O Bloco Democrático (BD) procura definir formas de sobreviver politicamente e reforçar a sua relevância no cenário eleitoral angolano, num momento em que enfrenta pressão para decidir se concorrerá sozinho ou em coligação no pleito eleitoral do próximo ano.

Para isso, realizou esta quarta-feira, 18, na sua sede, um encontro de trabalho com o Partido Liberal, visando consolidar bases estratégicas para o alargamento da Frente Patriótica Unida (FPU) em formato de coligação eleitoral, nos termos da lei.

A reunião acontece num contexto em que o BD precisa rapidamente definir sua estratégia, sob risco de marginalização ou mesmo perda de relevância na oposição. O debate sobre coligação envolve não apenas o BD e o Partido Liberal, mas também a UNITA, cuja posição tem sido apontada como decisiva e controversa.

Segundo o comunicado do BD, durante o encontro, as delegações reafirmaram a necessidade de construir uma alternativa democrática credível, sublinhando que a mudança política deve ocorrer por via pacífica, constitucional e respeitando a vontade soberana dos cidadãos. O BD reiterou a sua permanência na FPU e manifestou abertura para integrar outras forças políticas e representantes da sociedade civil, destacando que uma coligação estruturada pode reforçar coordenação, fiscalização do processo eleitoral e confiança pública numa alternativa plural.

O cenário político, no entanto, permanece complexo. A UNITA anunciou que pretende também reformular a frente política, mas não especificou se se trata de uma coligação formal, medida que tem dividido a opinião de analistas e a sociedade civil. Caso avance para a coligação, a UNITA poderá ter de abdicar das suas cores, algo considerado pouco provável pelos especialistas ouvidos pela Rádio Correio da Kianda, levantando questões sobre o grau de compromisso da formação e os impactos na identidade política da oposição.

O Partido Liberal declarou estar pronto para avançar na coligação proposta pelo BD, mas críticos defendem que primeiro deve haver consenso interno na UNITA antes de qualquer negociação externa. Alguns cidadãos também manifestaram preocupação sobre a velocidade das decisões, afirmando que a unidade da oposição não pode se sobrepor à necessidade de consenso e transparência interna.

O BD diz que o encontro decorreu em clima construtivo, com o compromisso de manter canais permanentes de diálogo e concertação, sinalizando que as negociações sobre a configuração da oposição angolana devem prosseguir nos próximos dias. Os analistas e líderes políticos disseram à Rádio Correio da Kianda que o sucesso ou fracasso desta coligação poderá determinar a relevância do BD e aliados, bem como o equilíbrio político da oposição frente ao partido incumbente.

Neste contexto, a estratégia do BD e a eventual abdicação das cores da UNITA são vistas como pontos-chave que definirão não apenas alianças, mas também a capacidade da oposição de apresentar uma frente unida e competitiva nas próximas eleições.

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