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União Europeia apoia modernização do sistema estatístico angolano e reforça medição do emprego – Correio da Kianda

A União Europeia está a apoiar a modernização do Instituto Nacional de Estatística (INE) com o objectivo de alcançar padrões internacionais de medição do emprego e desemprego em Angola. Este apoio, segundo representantes da UE e do próprio INE, deverá contribuir para conferir maior rigor técnico à produção de dados estatísticos que fundamentam políticas públicas e decisões económicas.

O novo modelo metodológico utilizado no inquérito ao mercado de trabalho, realizado em 2025, seguiu critérios internacionais reconhecidos e permitiu, pela primeira vez, uma leitura mais abrangente e atualizada da situação laboral no país. Os resultados oficiais, referentes ao quarto trimestre de 2025, indicam que mais de dois milhões de angolanos estão desempregados, um número que reflecte não só o desemprego formal, como também limitações na integração de trabalhadores informais nos indicadores estatísticos.

Segundo Teresa Espinola, directora-geral adjunta do INE, as mudanças metodológicas “são um passo decisivo para aperfeiçoar a qualidade dos dados sobre o emprego em Angola e permitir comparações fiáveis com outros países.” Ela explicou que, além da recolha ampla de dados em todo o território nacional, o inquérito passou a considerar como empregados todos aqueles que contribuem para o rendimento nacional, incluindo pessoas que pagam Imposto sobre o Rendimento do Trabalho (IRT) e outros tributos.

No entanto, trabalhadores na informalidade que representam uma grande parte da força de trabalho angolana não são contabilizados como empregados nos termos atuais da estatística oficial, o que explica parte do elevado número de desempregados. A nova metodologia, diz a responsável do INE, procura ajustar esta realidade aos parâmetros internacionais sem, contudo, subestimar a importância do trabalho informal na economia.

Para a representante da União Europeia em Angola, Rosaria Bento Pais, o apoio financeiro e técnico da UE ao projeto estatístico nacional está alinhado com objectivos de desenvolvimento sustentável e fortalecimento institucional. “A harmonização das estatísticas nacionais com padrões internacionais é fundamental para orientar políticas eficientes de emprego e promover a confiança de investidores e parceiros internacionais”, afirmou Rosaria Bento Pais.

Os especialistas consultados pelo Correio da Kianda sublinham que dados mais fiáveis e actualizados são essenciais para combater o desemprego e orientar programas de formação profissional, inclusão social e criação de emprego formal. Além disso, uma base estatística mais sólida permitirá ao Governo monitorar o impacto de políticas económicas e sociais com mais precisão.

Com o reforço dado por esta parceria internacional, Angola dá um passo importante na consolidação de um sistema estatístico moderno, transparente e alinhado às melhores práticas globais, com impacto direto na formulação de políticas públicas eficazes para o futuro próximo.

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