Top Header Ad

Morte da militante do MPLA após conflito com militantes da UNITA no Huambo suscita várias versões – Correio da Kianda

A morte da militante da OMA, braço feminino do MPLA, em consequência de espancamentos protagonizados supostamente pelos militantes da UNITA, no Huambo está a suscitar várias reações.

O triste episódio ocorreu em Fevereiro do ano em curso, no bairro Elavoco, um dos bairros da cidade planáltica, e a vítima perdeu a vida nesta quinta-feira, no Hospital Geral do Huambo.

Em exclusivo à Rádio Correio da Kianda, o Secretário Provincial da UNITA no Huambo, disse que a situação é do nível hierarquicamente inferior, e diz estar lembrado que o facto teria ocorrido nos dias 14 ou 15, quando a UNITA pretendia realizar uma actividade de massas num dos bairros na cidade do Huambo, na zona do Elavoko, mas antes disso, o seu partido terá comunicado a administração municipal, a polícia municipal e as esquadras da área.

Apolo Yakuvela avançou ter constatado que depois de formalizar os procedimentos administrativos, o MPLA, por sua vez, “procurou fazer alegadamente aquilo que o caracteriza, que é inviabilizar actividades do Galo Negro”.

Apolo Yakuvela assegurou que quando os militantes da UNITA se dirigiam ao local do acto, tinham a segurança dos agentes da Polícia Nacional, mas o que surpreendeu a todos foi a acção de alguns militantes do MPLA, que levou alguns agentes da corporação a fazer disparos, que viriam causar ferimentos, tanto de alguns militantes da UNITA como os MPLA, de que foi também vítima a senhora conhecida por Madó afecta a OMA.

Já, o Secretário do Departamento de Informação e propaganda do Comité Provincial do MPLA no Huambo, Hamilton Gama, disse essa tarde à Rádio Correio da Kianda, que, no dia 15 de Fevereiro do ano em curso, um grupo de militantes da UNITA, sob alegada orientação do Secretário Provincial do “Galo Negro” , levaram a cabo vários actos de intolerância política.

Hamilton Gama, disse que um grupo constituído por mais de 50 militantes da UNITA vandalizaram o Comité de Acção do MPLA, removeram as bandeiras dos “camaradas”. Durante os actos de vandalismo, os militantes do “Galo Negro” terão espancado sete membros do MPLA, socorridos para o hospiotal geral, mas infelizmente, devido a gravidade de agressões a militante que em vida respondia pelo nome de Ermelinda Luísa, perdeu avida na madrugada desta quinta-feira naquela unidade hospitalar.

O político do MPLA apontou, por outro lado, uma comitiva do Comité Nacional da JURA que terá se deslocado ao Huambo em 2025, que teria incentivado tais práticas. Pelos factos ocorridos e que resultaram na morte da militante da OMA, o MPLA no Huambo promete levar os actores ao Tribunal para que sejam responsabilizados jurídica e criminalmente.

Chamado a comentar o assunto, o vice-presidente do Jango Cultural, Jeiel de Freitas, disse à 103.7, que no Huambo a situação é recorrente, e faz um resclado de acontecimentos na Chicala, no Ukuma, Galanga entre outras localidades e, ocorre sempre entre os militantes dos “Camaradas” e do “Galo Negro”, e fala de muitas vidas que se perderam em consequência destes actos.

Jeiel, lamentou o facto do fenómeno afectar sobretudo a camada baixa quando os dirigentes dos partidos em referência manterem uma convivência saudável a todos os níveis. O também defensor dos direitos humanos descreveu a morte de Ermelinda como perda de uma cidadã, uma mãe que deixa filhos e viúvo.

O activista disse que os dirigentes partidários deveriam ser os primeiros a sensibilizar os seus quadros e criticou a promoção de militantes que promovem a intolerancia política. Jeiel, deixou um recado a Polícia Nacional e aos tribunais, no sentido de punir de forma severa essas acções.

Este é um assunto que o caro ouvinte vai poder acompanhar com mais dados nos próximos serviços de informação da Rádio Correio da Kianda.

Crédito: Link de origem

Leave A Reply

Your email address will not be published.