O vice-presidente do Conselho Nacional de Medicina Natural, Benjamim Sassova, manifestou preocupação com o crescimento desordenado da prática da naturopatia em Angola e defendeu uma intervenção mais firme das autoridades para garantir maior controlo e segurança no exercício da actividade.
Falando esta quinta-feira, 19, à Rádio Correio da Kianda, o responsável considerou “assustadora” a forma como vários naturopatas têm surgido no país, alguns dos quais a ocupar posições de direcção no sector, sem que, segundo afirmou, exista uma fiscalização adequada.
Benjamim Sassova apelou à actuação da Inspeção Geral da Saúde, sublinhando que a lei prevê mecanismos de controlo que devem ser aplicados com maior rigor. “Estamos a lidar com vidas humanas, e isso exige responsabilidade. É fundamental que haja fiscalização, organização e orientação para garantir segurança aos cidadãos”, frisou.
O dirigente defendeu igualmente a integração da medicina natural no Serviço Nacional de Saúde, de modo a facilitar a inclusão dos serviços de terapias naturais nos hospitais e nas políticas públicas de saúde. Para o responsável, essa articulação poderá contribuir para uma actuação mais coordenada e institucionalizada do sector.
No domínio da formação, Sassova advoga a definição de currículos padronizados, a implementação de formação contínua e a criação de um código de ética que regule a prática da naturopatia em Angola. Acrescentou ainda a necessidade de investir em investigação científica, com vista a validar a eficácia e a segurança das terapias naturais.
Segundo o vice-presidente, a organização e regulamentação do sector são passos fundamentais para que a medicina natural possa contribuir de forma responsável e complementar para a saúde pública no país.
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