O Paris Saint-Germain decidiu não recorrer da sentença do Tribunal de Trabalho de Paris que o condenou a pagar cerca de 61 milhões de euros ao seu antigo jogador, Kylian Mbappé, encerrando um dos processos judiciais mais mediáticos do futebol europeu recente.
A decisão do clube francês marca o fim de um diferendo que se arrastava desde 2024, ano em que Mbappé deixou Paris para reforçar o Real Madrid. Em causa estavam salários, prémios e compensações por férias não pagas após o término do contrato do internacional francês.
Num comunicado enviado divulgado esta sexta-feira, 20, o PSG justificou a decisão como um “ato de responsabilidade”, sublinhando que pretende concentrar-se no futuro e no seu projeto desportivo. A sentença, tornada imediatamente executória em dezembro de 2025, obrigava o clube a efetuar o pagamento independentemente de eventual recurso.
Fontes próximas do processo indicam que o emblema parisiense já havia liquidado 55 milhões de euros e foi recentemente intimado a pagar os restantes 5,9 milhões de euros, valor que terá sido transferido esta semana, concluindo assim o cumprimento integral da decisão judicial.
Para analistas desportivos, o caso evidencia a crescente judicialização das relações contratuais no futebol de elite e reforça a importância da transparência e do rigor na gestão salarial dos grandes clubes europeus. Ao optar por não prolongar o litígio, o PSG evita desgaste institucional adicional e fecha um capítulo que marcou os bastidores da sua transição desportiva pós-Mbappé.
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