Entretanto, no quadro do debate sobre a sucessão na liderança da ONU, o antigo Presidente do Senegal, Macky Sall, notificou formalmente o actual Chefe de Estado senegalês, Bassirou Diomaye Faye, da sua intenção de concorrer ao cargo de Secretário-Geral das Nações Unidas.
A informação foi tornada pública pelo seu antigo chefe de gabinete, que confirmou o envio de uma correspondência oficial ao Presidente da República do Senegal. Recorde-se que, de acordo com as regras estabelecidas após as reformas de 2015-2016, as candidaturas ao cargo de Secretário-Geral devem ser formalmente apresentadas pelos Estados-membros, mediante carta oficial, sendo politicamente pouco viáveis iniciativas que não contem com o patrocínio do respectivo Estado.
A eventual candidatura de Macky Sall surge num momento em que vários países africanos defendem maior protagonismo do continente nos processos de decisão global, incluindo a liderança das Nações Unidas, com base nos princípios da rotatividade regional, transparência, inclusão e equidade de género.
O debate sobre o próximo Secretário-Geral deverá intensificar-se nos próximos meses, num contexto de apelos crescentes à reforma do sistema multilateral e ao reforço do papel das Nações Unidas face aos desafios globais.
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