Má gestão da dívida pública na base do fraco financiamento ao sector social, diz economista – Correio da Kianda
O economista, Pedro Cajama, disse esta segunda-feira, 23, à Rádio Correio da Kianda, que a incapacidade financeira de Angola na prossecução dos projectos do sector social deve-se a má gestão do serviço da dívida pública, que neste exercício económico estima-se em mais de 40%.
A reacção surge por conta das declarações da ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, que admitiu em Luanda, que Angola ainda está longe das recomendações internacionais no que concerne à percentagem destinada ao sector Social no Orçamento Geral do Estado (OGE), defendendo ser possível fazer melhor.
A governante que falava no espaço “Conversas Economias 100 Makas”, sublinhou ainda que a prioridade do OGE continua a ser o sector social, valorizando os rendimentos tendo em atenção a capacidade financeira, na medida em que revelou que o Executivo angolano não vai assumir compromissos insustentáveis
Pedro Cajama entende que, com os actuais 6% destinados para área social, Angola está longe de cumprir com as recomendações regionais da SADEC, que reservam 15% do OGE para cada um dos sectores essenciais, destacando a saúde e educação.
Por esta razão apela a melhor aplicação dos recursos da dívida, uma vez que, segundo o mesmo, a má utilização é a causa das insuficiências registadas hoje no sector social.
Sobre o mesmo assunto, o sociólogo Agostinho Paulo disse que a falta de investimento financeiro necessário no sector social contribui significativamente para o agravamento da pobreza em Angola.
O analista alerta aos decisores públicos para as consequências dessa carência de investimento.
Recordamos ainda que a ministra das Finanças, Vera Daves, sublinhou que a prioridade do OGE continua a ser o sector social, entretanto disse que o Executivo angolano não vai assumir compromissos insustentáveis.
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