Ramaphosa agradece a Putin por facilitar regresso de sul-africanos envolvidos na guerra na Ucrânia – Correio da Kianda
O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, agradeceu esta terça-feira, 24, ao seu homólogo russo, Vladimir Putin, pelo apoio prestado no processo que resultou no regresso de 17 cidadãos sul-africanos que se encontravam na Rússia, após alegadamente terem sido recrutados para integrar esforços ligados ao conflito na Ucrânia.
Segundo declarações oficiais, os cidadãos teriam sido enganados com promessas de trabalho na área de segurança privada, acreditando que receberiam formação como guarda-costas na Rússia. No entanto, acabaram por ser encaminhados para zonas de combate no leste da Ucrânia, nomeadamente na região de Donbass.
Ramaphosa informou que quatro dos 17 cidadãos já regressaram à África do Sul, enquanto outros 11 deverão retornar em breve. Dois permanecem ainda em território russo: um encontra-se hospitalizado em Moscovo e o outro está a concluir procedimentos administrativos relacionados com a viagem.
O grupo terá enviado pedidos de ajuda ao governo sul-africano em novembro, quando se encontrava retido em áreas próximas da linha da frente. A situação foi posteriormente abordada por Ramaphosa junto de Putin no início deste mês, no âmbito de contactos diplomáticos bilaterais.
Entretanto, as autoridades sul-africanas abriram investigações para apurar as circunstâncias do recrutamento. As suspeitas envolvem possíveis crimes de tráfico humano, fraude e violação da legislação nacional que proíbe cidadãos sul-africanos de integrarem forças armadas estrangeiras sem autorização prévia do Estado.
O caso ocorre num contexto sensível das relações internacionais da África do Sul, país que tem procurado manter uma posição diplomática equilibrada face ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia.
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