Antigo líder da UPA critica oposição e promete alternativa política com projecto COPA – Correio da Kianda
O antigo líder da União do Povo Angolano (UPA), Pedro Teca, conhecido como Pedrowski, criticou a actual actuação da oposição e afirmou que pretende “fazer a diferença” no panorama político nacional, caso o Tribunal Constitucional aprove a formalização do projecto político Consenso Patriótico Angolano (COPA).
Em declarações à Rádio Correio da Kianda, Teca recordou o papel do autoproclamado “Movimento Revolucionário”, que ganhou força junto da juventude angolana na esteira da chamada primavera árabe. Segundo o ativista, o movimento atingiu dois objectivos centrais, a saída do então Presidente da República, José Eduardo dos Santos, cuja longevidade no poder era contestada, e a consolidação do direito constitucional à manifestação.
O político sublinhou que as mobilizações contribuíram para a afirmação prática do artigo 47.º da Constituição da República de Angola, que consagra o direito de reunião e manifestação pacífica e sem armas. Admitiu, no entanto, que o exercício desse direito enfrentou, à época, fortes restrições, detenções e processos judiciais.
Pedro Teca anunciou a transformação do movimento da sociedade civil UPA num partido político de centro-esquerda, o COPA. A nova força partidária, segundo afirmou, surge para ocupar um espaço que considera vazio no atual quadro político, acusando a oposição de falta de ambição para assumir e exercer o poder, além de divisões internas que, no seu entender, enfraquecem a alternativa governativa.
O também antigo porta-voz e líder juvenil da Frente Patriótica Unida plataforma eleitoral que integrou a UNITA, o Bloco Democrático e o projecto PRA-JA Servir Angola nas eleições de 2022 posiciona-se agora como promotor de um novo ciclo político, numa altura em que o país se prepara para as eleições gerais de 2027.
A entrevista completa com Pedro Teca será emitida na próxima segunda-feira, 2 de março, na Rádio Correio da Kianda.
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