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“Cortaram oportunidade de concluir meu projecto nos Palancas Negras”, diz Pedro Gonçalves  – Correio da Kianda

O antigo selecionador nacional dos Palancas Negras, Pedro Gonçalves, expressou esta quinta-feira, 26, a sua frustração por ter sido afastado a apenas dois meses do CAN 2025, apesar de ter conduzido a seleção à qualificação sem derrotas.

“Sempre perspectivei o projeto Palancas Negras com espírito de missão, acima de tudo sinto que me cortaram a oportunidade de a concluir. Orgulho-me do percurso realizado, por aquilo que com muito esforço fomos construindo, tendo começado a ser mais visível no ano de 2022, no pós-COVID 19. Foi uma longa caminhada, que sinto não ter sido concluída devidamente”, lamentou em declarações ao jornal português Abola, referindo-se ao afastamento protagonizado pela Federação Angolana de Futebol (FAF), tão logo Alves Simões tomou posse da instituição.

O técnico que agora está ao serviço do clube tanzaniano, Young Africans, disse que sempre esteve disposto a concluir a implementação das reformas que introduziu no combinado nacional, cujos louros hoje fazem falta aos adeptos.

“Sinto que me cortaram a oportunidade de concluir um projeto nos Palancas Negras», afirmou, destacando o orgulho pelo trabalho desenvolvido desde 2022 e a ligação especial com a equipa e o povo angolano.

Gonçalves acredita que, com continuidade, Angola poderia ter alcançado resultados superiores no CAN 2025, graças à coesão da equipa, espírito de comunidade e conquistas históricas, incluindo vitórias importantes e a Taça COSAFA.

“Representar Angola como selecionador, ao mais alto nível desportivo em mais de 100 jogos internacionais, julgo que expressa a minha forte ligação. Ao longo deste percurso tive vários convites de outras entidades desportivas e sempre fiz questão de cumprir o meu compromisso. Por toda a ligação que tenho com o país e com os Palancas Negras, desejava ter terminado de outra forma”, sublinhou quando questionado se gostaria de ter continuado a dirigir os destinos dos Palancas Negras.

Apesar da saída, o treinador mantém boas memórias e lembra que a campanha de apuramento para o Mundial, embora aquém das expectativas, não apaga feitos históricos, como a subida de 34 lugares no ranking da FIFA e a melhor prestação angolana numa fase final de CAN.

Entretanto, esta entrevista surge numa altura em que a FAF se vê forçada a encontrar um novo selecionador com maior urgência, após o rompimento do técnico contratado por Alves Simões, o francês Patrice Beaumelle, assinar contrato com o Espérance de Tunis.

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