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Congresso dos EUA avalia limitações aos poderes de Trump na guerra contra Irão – Correio da Kianda

O Congresso dos Estados Unidos prepara-se para votar, ainda esta semana, propostas que visam limitar os poderes do Presidente Donald Trump na condução da guerra contra o Irão, mesmo com o Partido Republicano a controlar ambas as câmaras.

Desde que regressou à Casa Branca em janeiro de 2025, Trump expandiu o controlo do executivo sobre o legislativo, suscitando críticas de alguns congressistas que querem reafirmar a autoridade do órgão constitucionalmente responsável por declarar guerra.

“Trump lançou uma guerra desnecessária, insensata e ilegal contra o Irão”, criticou o senador democrata Tim Kaine, na rede social X, pouco depois do início do conflito, desencadeado no sábado com bombardeamentos conjuntos dos Estados Unidos e de Israel.

Segundo a BBC, os ataques iniciais focaram-se em instalações militares iranianas, provocando alertas internacionais sobre uma escalada rápida na região. Já o The New York Times destaca que a operação surpreendeu aliados e adversários, colocando em risco negociações nucleares em andamento.

O chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, afirmou em conferência de imprensa no Pentágono que as operações militares estão ainda na fase inicial e poderão exigir o envio de mais tropas, acrescentando que os combates “levarão algum tempo”.

Já o secretário de Defesa, Pete Hegseth, assegurou que esta não será uma guerra prolongada como as do Iraque (2003–2011) ou do Afeganistão (2001–2021). “Esta não será interminável”, sublinhou.

Apesar de ter feito campanha em 2024 contra guerras “intermináveis” e de a sua administração estar prestes a fechar um acordo nuclear com Teerão, Trump expressou o desejo de derrubar o regime iraniano. Contudo, Hegseth esclareceu que “esta não é uma guerra para a mudança de regime”, embora tenha reconhecido que “o regime mudou” como resultado das operações.

O Financial Times aponta que a comunidade internacional teme que a ação militar dos EUA possa desestabilizar ainda mais o Médio Oriente e afetar os mercados globais de energia.

Questionado pela CNN sobre o apoio a uma possível transição no Irão, Trump respondeu afirmativamente, mas admitiu à ABC que não existe um candidato claro para liderar o país. Sobre a negociação com uma nova liderança iraniana, Trump declarou à revista The Atlantic estar disposto ao diálogo: “Eles querem falar, e eu concordei em fazê-lo”, deixando a porta aberta para um cessar-fogo mais rápido.

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