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“Subida do petróleo no mercado internacional pode prejudicar Angola”, alerta economista – Correio da Kianda

A subida do barril de petróleo Brent para mais de 85 dólares no mercado internacional pode ter efeitos negativos para Angola, apesar de o país ser um dos maiores produtores africanos, alertou esta quarta-feira, 04, o economista Cipriano Meno, em declarações à Rádio Correio da Kianda.

O especialista explica que o actual aumento está ligado às tensões no Médio Oriente, sobretudo ao risco de interrupções no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo. Caso o conflito se prolongue, o barril pode ultrapassar os 100 dólares, cenário que, segundo Meno, agravaria a pressão sobre as economias dependentes de importação de combustíveis.

“Se o barril atingir ou ultrapassar os 100 dólares, haverá impacto directo no custo global de energia, transporte e bens essenciais. Angola não ficará imune”, sublinhou.

Embora Angola beneficie do aumento das receitas fiscais e da entrada de divisas com a exportação de crude, o economista chama atenção para um factor estrutural, o país continua a importar grande parte dos combustíveis refinados que consome. Isso significa que, com o petróleo mais caro no mercado internacional, os custos de importação sobem e podem refletir-se no preço final pago pelos consumidores.

Segundo Cipriano Meno, um eventual aumento no preço da gasolina e do gasóleo pode ter efeito em cadeia na economia, encarecendo transportes públicos e privados, produção agrícola, pesca, bens alimentares e serviços. “O impacto não será apenas na bomba de combustível, mas em toda a estrutura de preços”, frisou.

O economista recorda ainda que as refinarias nacionais não produzem, neste momento, volume suficiente para satisfazer a procura interna, o que mantém o país vulnerável às oscilações externas.

Assim, apesar do possível reforço das receitas do Estado, Meno considera que o efeito líquido pode ser negativo para a população, sobretudo num contexto de elevado custo de vida. “O ganho fiscal pode existir, mas o peso sobre as famílias e pequenas empresas pode ser maior, principalmente se o barril ultrapassar a barreira dos 100 dólares”, concluiu.

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