O Irão afirmou esta segunda-feira, 9, que a segurança no Estreito de Ormuz, uma das mais importantes rotas do comércio mundial de petróleo, não poderá ser garantida enquanto durar a guerra com os Estados Unidos e Israel.
A posição foi manifestada por Ali Larijani, líder do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, que considerou pouco provável a normalização da navegação naquela passagem estratégica enquanto persistirem as hostilidades na região.
A declaração surge numa altura em que França e outros aliados discutem a possibilidade de lançar uma missão defensiva internacional para tentar proteger os navios e garantir a circulação no estreito, considerado vital para o abastecimento energético global.
A escalada militar começou a 28 de fevereiro, quando United States e Israel lançaram ataques contra o Iran, alegando preocupações com o programa nuclear iraniano. Em retaliação, Teerão anunciou o encerramento do Estreito de Ormuz e realizou ataques contra alvos militares e infraestruturas em vários países do Golfo.
Desde então, o conflito já provocou mais de mil mortos, na maioria iranianos, entre os quais o líder supremo Ali Khamenei, que dirigia a República Islâmica desde 1989.
Enquanto a tensão militar aumenta, os mercados internacionais de energia reagem com forte pressão sobre os preços. O petróleo tem registado sucessivas subidas e aproxima-se dos 120 dólares por barril, reflectindo o receio de interrupções no fornecimento global.
Especialistas lembram que pelo Estreito de Ormuz passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo, pelo que qualquer ameaça à navegação na região tem impacto imediato nos mercados energéticos e nos preços dos combustíveis à escala internacional.
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