Pode arrancar no próximo dia 24 do corrente mês, o julgamento que envolve dois cidadãos russos, dois russos, Igor Rotchin Mihailovich e Lev Matveevich Lakshtanov, o secretário para mobilização da JURA, Oliveira Francisco vulgo “Buka Tanda”, e o jornalista da TPA Carlos Tomé.
Os arguidos estão alegadamente implicados, numa organização internacional cujo objectivo, de acordo com a acusação era desestabilizar Estados e governos, essencialmente em África.
O julgamento deve ter o seu início, numa altura em que o tribunal rejeitou as questões prévias levantadas pela defesa, que pediu a nulidade da acusação, “alegando que não contém a narração dos factos que fundamentam a aplicação aos requerentes de uma pena relativamente à totalidade dos ilícitos conexos com o terrorismo”.
Sobre o assunto, o presidente da Associação Mãos Livres, Salvador Freire, disse à Rádio Correio da Kianda, que o julgamento deste caso mediático, vai trazer a tona questões de legalidade dos réus. O jurista alerta para a observância da transparência e imparcialidade na condução do julgamento.
“Portanto, esperamos que haja observância dos princípios da transparência e imparcialidade na condução do julgamento”, sublinhou.
Referir que a PGR fundamenta na acusação que os implicados terão recrutado e financiado cidadãos nacionais com capacidade para mobilizar outros indivíduos para prática de actos de desobediência civil generalizada, registados entre os dias 28, 29 e 30 de Julho do ano passado, durante a greve dos taxistas.
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