Um funcionário das Nações Unidas e dois civis morreram, nesta quarta-feira, 11, após ataques com drones na cidade de Goma, capital de Kivu Norte, no Leste da República Democrática do Congo, segundo a imprensa local.
Em nota, publicada pela Rádio Okapi, o Representante Especial Adjunto do Secretário-Geral da ONU na RDC e chefe interino da MONUSCO, condenou o ataque, que também causou danos a residências de civis.
“Condeno veementemente o uso de armas de ataque e drones que colocam em risco populações civis e o pessoal das Nações Unidas. Essa escalada de violência é profundamente preocupante “, alertou Bruno Lemarquis.
Conforme o Correio da Kianda publicou anteriormente, tal ataque seria de autoria do governo congolês, informação não confirmada por Kinshasa.
O conflito no leste da República Democrática do Congo intensificou-se após o grupo Movimento 23 de Março (M23), alegadamente apoiado pelo exército de Ruanda, ter ocupado a cidade de Goma, no início de 2025. Esta escalada causou uma crise humanitária grave, com mais de 700 mil novos deslocados, saques e violência contra civis.
Embora o M23 tenha anunciado um cessar-fogo humanitário em Fevereiro de 2025, os confrontos continuam a ameaçar a estabilidade da região.
Neste momento, a violência estende-se para o Kivu Sul, com o objectivo de expansão territorial e controlo de recursos minerais.
Bruno Lemarquis fez ainda recordar, de acordo com a imprensa congolesa, que ataques contra os funcionários da ONU “podem constituir crimes de guerra, de acordo com o Estatuto de Roma”.
“Apelamos a todas as partes para que cessem imediatamente a violência, respeitem o cessar-fogo e priorizem o caminho do diálogo e da solução política, a fim de proteger as populações civis”, ressaltou.
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