As Nações Unidas condenam veementemente a escalada da violência nas primeiras horas desta quarta-feira, que tirou a vida de um membro da sua equipa e de dois civis.
Segundo a rádio Okapi, o Vice Representante Especial do Secretário-Geral da ONU na RDC e chefe interino da MONUSCO, Bruno Lemarquis, condenou nos termos mais veementes este ataque.
O chefe interino da missão da ONU lembrou ainda que ataques a pessoal da ONU poderiam constituir crimes de guerra, de acordo com o Estatuto de Roma.
Entretanto, o Movimento 23 de Março culpabiliza as tropas da República Democrática do Congo pelo ataque com drone efectuado hoje, na cidade de Goma, leste do país.
O porta-voz do M23 disse que “esse incidente é exactamente o que têm dito e denunciado repetidamente: Tshisekedi e seu regime atacam civis além das linhas de frente”.
O responsável avançou ainda que as tropas da RDC violaram o acordo de cessar-fogo, pisotearam e impuseram uma guerra contra civis.
As autoridades de Kinshasa ainda não responderam oficialmente a essas acusações do M23.
E, a propósito deste assunto, o académico Miguel Adju considera injustificável a ocorrência de conflitos armados em África, uma vez que o continente dispõe de recurso suficiente para financiar operações de paz regional.
O académico entende que os africanos devem adoptar políticas próprias de fortalecimento da UA com vista a intervir em questões desta natureza.
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