Assinala-se hoje o Dia do Pai, figura responsável pela estabilidade moral, intelectual, social e espiritual das famílias.
Entretanto, nos últimos tempos, esta figura tem sido cada vez menos presente nos agregados familiares em Angola. Dados indicam que, só em 2025, mais de sete mil casos de fuga à paternidade foram registados em todo o país.
A informação foi divulgada esta quinta-feira, em Luanda, pela secretária de Estado para a Família e Promoção da Mulher, Alcina Kindanda, durante a abertura do encontro intergeracional denominado “Conversas em Família”.
Reagindo ao assunto, o psicólogo Alberto Kilanda considerou que os sete mil e 83 casos de fuga à paternidade constituem um grave alerta social. Nesse sentido, o especialista defende a necessidade de se conhecerem as causas para uma melhor compreensão do fenómeno.
Kilanda, aponta o desemprego e o rompimento da relação conjugal como algumas das razões da fuga à paternidade.
Por sua vez, o sociólogo Agostinho Paulo afirmou que a falta de assistência paterna aos filhos resulta numa série de consequências sociais, com destaque para o abandono escolar.
“As consequências que advêm das práticas da não assistência aos petizes: muitos deles corrompem-se para a criminalidade, outros para o consumo exacerbado de drogas, uns até acabam por desempenhar actividades laborais muito cedo, enquanto outros abandonam a escola, porquanto o pai era o provedor do ponto de vista financeiro” disse.
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