O governo de cubano anunciou que irá conceder perdão a mais de 2 mil prisioneiros, numa medida descrita pelas autoridades como um “gesto humanitário e soberano”, num contexto de crescente pressão dos Estados Unidos e de negociações em curso entre os dois países.
Segundo informações divulgadas pela imprensa estatal, cerca de 2 mil e 10 reclusos serão libertados, naquela que é uma das maiores amnistias recentes no país e a segunda anunciada em 2026.
As autoridades cubanas indicaram que a selecção dos beneficiários teve em conta critérios como bom comportamento, cumprimento de parte significativa da pena e estado de saúde.
Entre os contemplados estão jovens, mulheres, idosos, estrangeiros e cidadãos residentes no exterior, enquanto crimes violentos ou contra a autoridade pública ficam excluídos.
A medida surge num momento de forte crise energética na ilha, agravada por restrições ao fornecimento de combustível, num cenário de tensões com Washington.
O Correio da Kianda sabe que apesar disso, não é claro se a decisão está diretamente ligada às negociações bilaterais em curso.
Este é o segundo gesto do género este ano, depois de Havana ter anunciado anteriormente a libertação de dezenas de prisioneiros como sinal de boa vontade em iniciativas diplomáticas.
Organizações de direitos humanos continuam, no entanto, a questionar se presos considerados políticos estão incluídos na amnistia, apontando para a existência de centenas de detidos por motivos políticos em Cuba.
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