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Igreja Kimbanguista recebe oficialmente restos mortais de Simon Kimbangu, 75 anos depois – Correio da Kianda

A Igreja Kimbanguista recebeu este sábado, 4, os restos mortais do seu fundador, Simon Kimbangu Kiangani, 75 anos após a sua morte. A cerimónia decorreu em Nkamba (RDC), conhecida pelos fiéis como a “Nova Jerusalém”, e contou com a presença do presidente da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, que entregou oficialmente os restos mortais à liderança da igreja.

Simon Kimbangu nasceu a 12 de setembro de 1887 em Nkamba e fundou o movimento kimbanguista em 1921, com uma mensagem de fé, cura e transformação social. O movimento rapidamente conquistou seguidores, mas também provocou a repressão das autoridades coloniais belgas, que prenderam Kimbangu ainda no ano de fundação. Ele passou cerca de 30 anos na prisão, vindo a falecer em 1951.

A Igreja Kimbanguista cresceu e tornou-se uma das maiores igrejas independentes de origem africana, com milhões de fiéis em vários países, especialmente na República Democrática do Congo. Nkamba, onde se encontra a sede espiritual, é considerada a “Nova Jerusalém” e continua a ser ponto de peregrinação, abrigando templos e o mausoléu de Kimbangu.

A devolução oficial dos restos mortais simboliza o reconhecimento do legado espiritual e cultural de Simon Kimbangu, reforçando a sua importância como ícone de resistência, fé e identidade africana.

A presença da Igreja Kimbanguista em Angola remonta a décadas, com reconhecimento oficial pelo Estado desde 1974. Inicialmente ligada à sua sede em Nkamba, a igreja enfrentou desafios de infra‑estrutura e organização, mas, ao longo dos anos, consolidou a sua presença no país.

Hoje, a igreja mantém templos em várias províncias, incluindo Luanda, e desenvolve programas de apoio social, educação e saúde, tornando-se uma das instituições religiosas mais activas e influentes de Angola. A expansão da igreja reforçou não só a prática religiosa, mas também a participação comunitária, evidenciando o papel social e espiritual da instituição na vida dos angolanos.

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