Reabertura do Estreito de Ormuz: economista prevê descida do preço do petróleo sem impacto negativo para Angola – Correio da Kianda
O canal global de transporte de petróleo, “Estreito de Ormuz”, está “completamente aberto” à navegação comercial, de acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi.
O governante assegurou que todas as embarcações comerciais podem atravessar a via marítima durante o período da trégua, seguindo rotas coordenadas pelas autoridades marítimas iranianas.
A decisão surge após a entrada em vigor de um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e o Hezbollah, no Líbano, contribuindo para uma redução temporária das tensões na região.
O especialista em Relações Internacionais, Adalberto Malú, alerta, no entanto, para a necessidade de prudência, sublinhando que a reabertura do estreito está condicionada ao contexto de segurança regional.
O analista classifica a decisão como um “instrumento de poder” e um “gesto táctico de gestão de crise”, acrescentando que não se trata de uma medida permanente.
Adalberto Malú considera ainda que o canal continuará a ser um instrumento de pressão geopolítica para o Irão, dependendo o seu acesso da estabilidade do cessar-fogo e do sucesso das negociações diplomáticas em curso.
Por sua vez, o economista José Lumbo prevê uma redução significativa do preço do petróleo, mas sem impacto negativo para Angola, por considerar improvável que o barril desça abaixo dos 61 dólares fixados no Orçamento Geral do Estado.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas do transporte global de petróleo, responsável por uma parcela significativa do comércio mundial de energia.
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