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António Costa defende reforço do multilateralismo e parceria estratégica África-Europa – Correio da Kianda

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou esta segunda-feira, 24, em Luanda, que África e Europa devem continuar a actuar de forma coordenada para “moldar uma governação global mais justa”, destacando o peso conjunto dos dois continentes no sistema multilateral.

Segundo Costa, África e Europa representam 40% dos membros das Nações Unidas, o que lhes confere a responsabilidade e a capacidade de fazer ouvir uma voz comum em temas estruturantes da agenda internacional.

Recordou que a acção conjunta dos dois blocos permitiu conquistas importantes nos últimos anos, entre elas: A adesão da União Africana ao G20, a realização, pela primeira vez, de uma reunião do G20 em solo africano, na África do Sul e a aprovação da Agenda para o Futuro na Assembleia Geral da ONU em 2023.

“A nossa voz unida foi e continua a ser fundamental para avançarmos”, afirmou.

António Costa sublinhou também que a paz sustentável e a boa governação são pilares essenciais para a segurança e prosperidade de ambos os continentes. Reforçou ainda que a União Europeia é “o principal parceiro de segurança de África”, investindo desde missões civis e militares até à estabilização, combate ao terrorismo, às ameaças híbridas, ciberataques e desinformação.

“Os nossos esforços apoiam a estabilidade africana, a integração regional e respostas abrangentes aos desafios de segurança.”

Na vertente económica, Costa destacou o grande potencial para aprofundar a cooperação em comércio, cadeias de abastecimento resilientes, matérias-primas críticas e integração regional. Sublinhou que esta não é uma relação transacional, mas sim “uma parceria que cria valor para ambos os continentes e reforça a autonomia estratégica de África, sem criar novas dependências”.

Referiu ainda que o futuro da cooperação depende da capacidade de responder às aspirações de quase 2 mil milhões de cidadãos africanos e europeus, especialmente da juventude africana, que considera estar “no centro desta promessa”.

António Costa encerrou afirmando que a União Europeia continuará a ser um parceiro credível e fiável de África, salientando que só será possível construir um futuro próspero e seguro “se for feito em conjunto”.

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