Hoje, 8, em declarações à Rádio Correio da Kianda, Luís Gonzaga, angolano residente em Portugal, descreveu como grave a situação dos compatriotas nas regiões afectadas pelas recentes tempestades. Segundo ele, os danos são extensos e o apoio governamental português ainda não é suficiente para atender todos os sinistrados.
“Não está fácil. O governo ainda não acionou o mecanismo europeu de apoio e continua a trabalhar apenas com meios próprios. Mas acredito que, em breve, terá de recorrer ao apoio europeu, porque a situação é realmente caótica. Os estragos foram grandes e continuam”, disse Gonzaga.
O residente acrescentou que muitos angolanos perderam praticamente tudo. “Em Santarém, minha sobrinha perdeu quase tudo. O Estado está a apoiar, mas a tempestade não para: ontem entrou outra e também causou danos durante a noite”, relatou.
Segundo Gonzaga, a comunidade angolana tem sido fortemente afectada. “Nas áreas afectadas há angolanos que têm sido alvos destas tempestades, perdendo bens e ficando em situação precária”, alertou. Ele frisou que, caso o governo português tente enfrentar sozinho a crise, pode não ter capacidade suficiente para apoiar todos os sinistrados.
Especialistas portugueses em gestão de crises e catástrofes naturais indicam que Portugal frequentemente recorre a mecanismos de apoio da União Europeia quando o país enfrenta eventos extremos, garantindo recursos financeiros e logísticos. Gonzaga acredita que, “nos próximos dias, o governo terá mesmo de acionar o apoio europeu”, reforçando a necessidade de uma resposta coordenada e urgente.
As tempestades continuam a afectar várias regiões de Portugal, mantendo residentes e autoridades em alerta para novos episódios de mau tempo, enquanto a comunidade angolana acompanha de perto os desdobramentos e aguarda respostas mais eficazes do governo.
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