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Apagões generalizados obrigam Cuba adoptar medidas de emergência diante de crise energética – Correio da Kianda

A ilha caribenha de Cuba enfrenta nos últimos dias uma crise energética cada vez mais agravada, com registos de apagões generalizados, o que levou o governo de Diaz-Canel a adoptar medidas de emergência.

A razão, segundo a RFI, está relacionada com o envelhecimento das instalações eléctricas da Cuba, bem como com as sanções que estão a ser impostas pelos Estados Unidos da América.

O presidente da República de Cuba, Miguel Díaz-Canel, anunciou estar nula a produção de electricidade a partir de geradores movidos a diesel e óleo combustível, por falta de combustível no país.

O anúncio do chefe de Estado Díaz-Canel, foi feito depois que o país registou, na última quinta-feira, mais um apagão geral, sobretudo em toda região leste da ilha, o que deixou o governo sem alternativa para contornar a situação.

Numa entrevista à televisão estatal, na sexta-feira, 06, o vice-presidente de Cuba, Oscar Pérez-Oliva Fraga, o país tem sofrido pressões, que obrigaram a adoptar as medidas de emergência energética.

“Essas pressões nos levam a aplicar um conjunto de medidas, em primeiro lugar para garantir a vida do nosso país, os serviços básicos, sem abrir mão do desenvolvimento”, disse.

Entre as medidas anunciadas constam a redução dos serviços de transporte público, o encerramento temporário de alguns estabelecimentos turísticos, a limitação da venda de combustíveis e também a diminuição da jornada de trabalho.

“Foi decidido concentrar as principais actividades administrativas de segunda a quinta-feira, a fim de aumentar a eficiência na prestação dos diferentes serviços administrativos à população”, disse, acrescentando que o objectivo desse conjunto de medidas é favorecer “a produção de alimentos e de electricidade” para permitir “a manutenção das actividades essenciais”.

Lembrar que no final do passado mês de Janeiro, o presidente norte-americano Donald Trump assinou um decreto segundo o qual os Estados Unidos poderão aplicar tarifas alfandegárias a todos os países que venderem petróleo a Cuba.

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