Fontes de segurança confirmaram que pelo menos onze policiais foram mortos em um grande ataque jihadista no leste do Burkina Faso, no fim de semana, evidenciando a violência persistente e mortal que assola o país, apesar das alegações de progresso por parte dos militares.
Segundo as fontes, “centenas de jihadistas” atacaram um destacamento policial em Balga, localizado na província de Gourma, na Região Leste.
O ataque deixou sete policiais mortos no local e outros quatro sucumbiram posteriormente aos ferimentos.
No mesmo dia, o “Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos”, JNIM, afiliado à Al-Qaeda, reivindicou a autoria do ataque.
Em conformidade com uma nova directiva militar, as vítimas foram sepultadas no local, em Balga, em vez de serem transportadas para centros urbanos.
A junta governante, liderada pelo capitão Ibrahim Traoré, que tomou o poder em um golpe de Estado em 2022, parou de fornecer relatos detalhados desses ataques e afirma publicamente ter “reconquistado” quase três quartos do território nacional.
Apesar das alegações da junta militar, Burkina Faso permanece mergulhada em um conflito devastador que começou em 2015, e o país enfrenta ataques de grupos armados ligados tanto à Al-Qaeda quanto ao Estado Islâmico.
Segundo o grupo de monitoramento de conflitos ACLED, a violência já ceifou dezenas de milhares de vidas civis e militares, sendo que mais da metade dessas mortes ocorreram somente nos últimos três anos.
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