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CAF afasta árbitro somali por violação de regras de patrocínio nos quartos-de-final do CAN – Correio da Kianda

O árbitro somali Omar Artan, inicialmente nomeado pela Confederação Africana de Futebol (CAF) para dirigir o jogo dos quartos-de-final entre Argélia e Nigéria, foi afastado de forma inesperada da competição, a poucas horas do encontro.

Segundo apurou a organização, o afastamento está relacionado com a utilização de chuteiras de uma marca não autorizada pela CAF, o que constitui violação directa das regras de patrocínio impostas aos árbitros que participam na Copa Africana das Nações (CAN) 2025, em curso em Marrocos.

Patrocinada oficialmente pela empresa alemã PUMA, a CAF estabelece, nos seus contratos comerciais, que os árbitros só podem utilizar equipamentos previamente aprovados pela entidade e pelo patrocinador oficial. O incumprimento destas normas resulta em sanções disciplinares, mesmo em fases decisivas da competição.

A decisão surge num contexto de crescentes críticas à arbitragem desde o início do torneio, marcado por alterações de última hora nas nomeações, atrasos e relatos de um ambiente de tensão no seio do Comité Central de Árbitros da CAF.

O afastamento de Omar Artan ganha ainda maior impacto pelo facto de o juiz somali ter sido recentemente eleito Melhor Árbitro Africano de 2025, nos CAF Awards, e de vir sendo elogiado pelas suas exibições ao longo da prova continental.

Até ao momento, a CAF não divulgou se a sanção se limita a este jogo ou se terá efeitos para o restante da competição.

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