CCL junta gerações no “Estórias no Imbondeiro” com jogos, música e estórias tradicionais – Correio da Kianda
A 19ª edição do “Estórias no Imbondeiro”, que acontece hoje no Centro de Ciência de Luanda, será um encontro geracional que pretende interligar jogos tradicionais, estórias da tradição oral angolana, percussão ao vivo e videomapping. Diferente das edições do ano passado que tinha uma hora, este ano o evento começa às 17h e termina às 19h, com acesso gratuito, nas suas instalações, na antiga fábrica de Sabão, no Baleizão, na zona baixa da capital angolana.
O CCL reúne público de várias idades em mais um “Estórias no Imbondeiro”. Esta actividade acontece no último sábado de cada mês e oferece momentos marcados por literatura oral, música e jogos tradicionais, promovendo o espírito de partilha, diálogo entre património cultural e novas linguagens.
Com entrada gratuita, o evento democratiza o acesso à cultura, proporcionando a pessoas de diferentes origens e faixas etárias a oportunidade de vivenciar a literatura, a arte e a ciência, reafirmando o papel do CCL como um espaço inclusivo de promoção do conhecimento e da cultura.
Para esta edição, foram seleccionados cinco contos: “O Coelho Branco”, “A Lagoa do Avô Leão”, “Os Ratos da Aldeia”, “O Coelho e o Cágado” e a “A Menina e o Crocodilo”.
A leitura e representação destas histórias da tradição oral angolana será conduzida pelo professor José Luís Mendonça, coordenador da “Estórias no Imbondeiro”.
Esta edição será aberta por um jogo tradicional, o “Calassa/Kalassa”, que em cokwe significa amigo/companheiro. Esta novidade do “Estórias no Imbondeiro” pretende valorizar a criatividade, recorrendo a uma bola feita de meias e sacos de plástico, como nos velhos tempos.
Jogada por dois grupos de quatro elementos cada, a actividade dura entre 30 e 60 minutos, e centra-se numa lógica acumulativa e cooperativa que estimula a confiança, a ligação comunitária e a dinâmica colectiva. Ganha o grupo que alcançar 35 vitórias.
A sessão de estórias da tradição oral angolana, será conduzida pelo professor e escritor José Luís Mendonça, coordenador do projecto.
O evento conta igualmente com a habitual participação de Samuel Curti, percussionista profissional, bailarino e director do Biemba Juvenil – Atelier de percussão, com três décadas de experiência.
Nesta edição, o músico usará os instrumentos como comentário sonoro e criação de atmosfera. Haverá também um momento pedagógico sobre os chocalhos tradicionais angolanos, em particular sobre os que usam nos punhos e que são usados em danças, cerimónias e rituais de distintos grupos etnolinguísticos do país.
Se o clima estiver favorável, haverá ainda lugar a uma projecção de videomapping, às 19 horas. A sessão dará ao público presente uma leitura contemporânea do universo cultural angolano, reafirmando a ponte entre tradição e inovação.
Com esta iniciativa, o CCL demonstra a sua preocupação em resgatar as tradições e os valores culturais, preservando a identidade colectiva e promovendo o respeito pelo património histórico, enquanto estimula a sua valorização pelas novas gerações.
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