Com barba branca e visivelmente mudado, Domingos Simões Pereira reencontra familiares após 64 dias detido – Correio da Kianda
O presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, foi libertado ao final da tarde desta sexta-feira, 30 de Janeiro de 2026, após permanecer 64 dias detido nas celas da Segunda Esquadra do Comissariado Nacional da Polícia da Ordem Pública.
De acordo com informações divulgadas pelo Jornal Guiness O Democrata, Simões Pereira chegou à sua residência por volta das 20h11, acompanhado pelo ministro da Defesa do Senegal, Birame Diop, enviado especial do Presidente senegalês Bassirou Diomaye Diakhar Faye.
Visivelmente transformado, exibindo uma barba totalmente branca, o líder do PAIGC foi recebido com forte emoção por familiares, dirigentes do partido e simpatizantes. O ambiente foi marcado por aplausos, lágrimas e palavras de ordem em apoio ao dirigente político.
As forças de segurança impediram a permanência de pessoas nas imediações da residência, tendo inclusive obrigado os jornalistas presentes a abandonar o perímetro. Apenas familiares próximos e elementos da segurança pessoal de Domingos Simões Pereira foram autorizados a permanecer no local.
Viaturas das forças de segurança, fortemente armadas e com agentes encapuzados, circularam de forma contínua pelas ruas do bairro, sobretudo na via onde se situa a residência do presidente do PAIGC. Apesar do pedido da equipa de segurança para evitar manifestações sonoras durante a chegada, muitos apoiantes não conseguiram conter a emoção e aplaudiram o líder do partido à porta de casa.
A libertação do dirigente político resultou de negociações conduzidas pelo Governo do Senegal, através do seu ministro da Defesa, com o apoio da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).
Liberdade total e incondicional
Fontes próximas do processo asseguram ao Correio da Kianda que não existe qualquer medida de prisão domiciliária aplicada a Domingos Simões Pereira. A prisão domiciliária, sublinham, não resulta de caprichos ou arbitrariedades, mas sim de decisões judiciais devidamente fundamentadas e sustentadas por pressupostos legais.
“Domingos Simões Pereira não se encontra, nem jamais esteve, em prisão domiciliária fora do quadro legal ou sem base jurídica que a justifique”, refere a mesma fonte.
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