O especialista em relações internacionais, Adalberto Malú, disse, este sábado, que existe uma baixa probabilidade de a África voltar a liderar a Organização das Nações Unidas na próxima sucessão de Antonio Guterres.
O Internacionalista que reagiu à informação sobre a candidatura do antigo Presidente do Senegal, Macky Sall, ao cargo de Secretário-Geral da ONU, avançou igualmente que o actual contexto internacional torna improvável a efectivação da intenção de África, atendendo a “regra informal de rotação regional” para a detenção da pasta.
“África, em tese, poderia voltar a liderar a ONU, mas o contexto internacional torna isso improvável nessa sucessão”, disse.
Para Adalberto Malú as expectativas apontam para uma futura liderança da América Latina, sendo a única região que nunca ocupou a liderança das Nações Unidas.
O especialista disse ainda que a candidatura de Macky Sall encontra como principais obstáculos a ausência de apoio claro do Governo senegalês, bem como a polarização politica doméstica.
“Sem unidade africana e sem patrocínio forte de grandes potências, a candidatura [do antigo presidente senegalês]tende a ter mais valor simbólico do que probabilidade real de victória”. referiu.
Para além disso, Adalberto explicou que qualquer candidato ao cargo de Secretário-Geral da ONU precisa da aprovação ou, pelo menos, da não oposição das cinco potências com poder de veto.
“O verdadeiro filtro não é a Assembleia Geral, mas sim o Conselho de Segurança. Isso significa que a escolha é determinada por equilíbrio estratégico entre Washington, Pequim, Moscovo, Paris e Londres”, concluiu.
Recorde que Kofi Annan, de nacionalidade ganesa, foi o último africano a ocupar o cargo de secretário-geral das Nações Unidas, num período de dois mandatos (1996 a 2007).
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