A Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (END) reiterou o compromisso de eliminar até 2028 o negócio ilegal de comercialização de energia eléctrica através de postos de transformação (PTs) privados, prática que continua a prejudicar os consumidores e a distorcer os preços do fornecimento de electricidade, sobretudo em Luanda.
A posição foi reafirmada esta sexta-feira, 23, pelo Presidente do Conselho de Administração da END, Pedro Buca, durante a cerimónia de lançamento da actualização do Plano Director de Expansão do Sistema Eléctrico na Rede Nacional de Transporte.
Segundo o responsável, o mercado de venda de energia por PTs privados é claramente ilegal, uma vez que a END é, até ao momento, a única entidade legalmente autorizada a distribuir e comercializar electricidade no país.
“Continuamos a assistir, em várias zonas de Luanda, à comercialização de energia a preços exorbitantes, que não correspondem à realidade económica da nossa população”, alertou Pedro Buca, sublinhando a preocupação da empresa com o impacto social desta prática.
No âmbito de um levantamento inicial realizado pela END, foram identificados 198 postos de transformação de carácter privado que comercializam energia eléctrica. Deste total, pelo menos 40 já passaram para a gestão da END, enquanto os restantes continuam a ser alvo de acções para a integração ou encerramento da actividade.
Pedro Buca garantiu que os trabalhos prosseguem com o objectivo de pôr termo definitivo a esta prática, que considera ilegal e prejudicial tanto para os consumidores como para o sistema eléctrico nacional.
Outro ponto abordado durante o encontro foi o processo de instalação de contadores eléctricos, que, segundo o PCA da END, encontra-se praticamente na fase final. O prazo estipulado para a conclusão do projecto é de três anos, estando o seu término previsto para o próximo ano.
De acordo com Pedro Buca, a instalação dos contadores tem permitido reduzir significativamente as perdas comerciais, melhorar a arrecadação de receitas e garantir maior justiça no pagamento do consumo.
“Com os contadores, a empresa passa a arrecadar receitas justas e os clientes pagam apenas aquilo que efectivamente consomem, sem prejuízos nem para a END nem para os consumidores”, afirmou.
A END acredita que a conclusão do processo de instalação dos contadores, aliada ao fim da comercialização ilegal por PTs privados, irá contribuir para um sistema eléctrico mais transparente, eficiente e socialmente justo.
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