Especialista antevê dificuldades na conquista de maioria absoluta nas eleições de 2027 – Correio da Kianda
O politólogo Rui Kandove considera de positivo a existência de mais de dez partidos políticos a concorrer nas eleições de 2027, com uma proposta concreta, para um projecto de sociedade para Angola, o que considera de normal, 50 anos depois de Independência Nacional.
Angola conta actualmente com 14 partidos políticos legalizados, número que poderá aumentar no quadro das eleições gerais de 2027, caso o Tribunal Constitucional venha a aprovar os processos das comissões instaladoras que aguardam legalização.
Kandove, antevê que nas eleições de 2027 não será possível um partido conquistar uma maioria absoluta, pelo nível de dispersão de votos que o pleito poderá apresentar.
O também docente universitário, pensa que o surgimento dessas novas forças políticas fará com que as tradicionais forças políticas como o MPLA, UNITA e FNLA se empenhem muito mais, porque a maior parte do eleitorado está expectante a novos actores e novas abordagens e, a campanha eleitoral para o pleito de 2027 será muito concorrida.
Segundo apurou o Correio da Kianda, existem 14 comissões instaladoras de partidos políticos com processos pendentes no Tribunal Constitucional, que ainda não reúnem todos os requisitos exigidos por lei para a sua legalização.
O politólogo Adálio Pereira é de opinião que o número de partidos concorrentes no pleito eleitoral pode representar robustez do ponto de vista de abertura democrática, do outro lado, defende analisar a relevância desses actores, que se podem resumir em dois ou três partidos políticos com possibilidade de chegar ao poder, por isso, Adálio, pensa que a disputa estará centralizada entre o MPLA e a UNITA.
Adálio reitera que a preocupação não deve incidir ao número dos partidos políticos mas, pela relevância de cada actor no contexto dos processos eleitorais.
A Rádio Correio da Kianda sabe que actualmente, o panorama político angolano é composto por partidos como o MPLA, UNITA, FNLA, PRS, PDP-ANA, PADDA-AP, PALMA – Nova Angola, PNSA, PPA, entre outros, incluindo formações mais recentes como o Partido Humanista Angolano, o Partido Iniciativa de Cidadania para o Desenvolvimento de Angola, o PRA-JA Servir Angola e o Partido Liberal.
No domínio das coligações, destaca-se a CASA-CE (Convergência Ampla da Salvação de Angola – Coligação Eleitoral), legalizada em Novembro de 2022, e integrada por partidos como o PPA, PNSA, PALMA e PADDA-AP.
Com este quadro, Angola caminha para as eleições de 2027 com um número definido de partidos políticos, mas com a possibilidade de alargamento do espectro partidário, caso o Tribunal Constitucional venha a dar luz verde à legalização de novas formações resultantes das comissões instaladoras actualmente registadas
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