A morte do líder religioso Autolá Kamahine está a provocar fortes repercussões no cenário internacional. Especialistas em relações internacionais alertam para uma escalada perigosa no Médio Oriente.
O professor José Neimeyer não tem dúvidas: o Irão vai aumentar o nível de retaliação e a guerra pode durar algumas semanas.
Já a professora Karina Calandini entende que a situação vai piorar, reforçando o clima de incerteza e tensão.
Os especialistas estão cépticos quanto ao real papel da ONU, que poderá ver a sua capacidade de intervenção limitada.
Do lado humano da crise, André Lajst, brasileiro que conduziu uma expedição a Israel, conta o sufoco por que passou, revelando o impacto direto da violência sobre quem vive no terreno.
A morte do aiatolá foi confirmada com lágrimas por um apresentador da televisão estatal iraniana, que, após anunciar, informou que o país decretou 40 dias de luto nacional e sete feriados em sua homenagem.
Sobre o assunto, o especialista em relações internacionais, Adalberto Malú, disse que esta morte do líder Supremo do Irão representa um dos acontecimentos mais improváveis no sistema internacional das últimas décadas.
“É preciso entender que o regime deve e vai funcionar na qualquer altura, desde que seja oficializada uma liderança no Supremo”, frisou o especialista.
O especialista luso Rui Verde, diz que a esta altura a grande questão é ver se a restante estrutura iraniana, aguenta o combate ou assumirá a desistência no conflito, cenário agravado com a falta de apoio do seu povo.
“Resta-nos apenas saber até que ponto vai durar esta resistência dom Irão, face a morte de Khamenei”, frisou.
Para Adalberto Malú, este contexto de crise e de guerra pode forçar “a Guarda Revolucionária Islâmica a instrumentalizar a nova liderança Suprema”.
Ali Khamenei liderava o órgão clerical do Irão e a sua Guarda Revolucionária paramilitar, os dois principais centros de poder na teocracia governante.
Khamenei foi o segundo líder da República Islâmica, sucedendo ao aiatolá Ruhollah Khomeini, figura central da Revolução Islâmica de 1979.
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