EUA: agentes de imigração invadem consulado do Equador e abrem crise diplomática – Correio da Kianda
Um vídeo, posto a circular nas redes sociais e retomado por diversos órgãos de comunicação social do ocidente, mostra uma tentativa de invasão de agentes de imigração dos Estados Unidos da América (ICE) ao consulado do Equador em Minneapolis, Estado de Minnesota, desencadeando um clima de tensão com ameaça de disparos de arma de fogo.
O Equador já denunciou o acto, da tentativa de invasão por parte de agentes de imigração norte-americanos no consulado do país sul-americano em Minneapolis, cidade-chave para a controvérsia relacionada com a mais recente repressão levada a cabo pela administração Trump.
O governo do Equador, um dos aliados mais próximos de Washington na América Latina, enviou uma carta de protesto à embaixada dos EUA em Quito pelo incidente.
De acordo com uma nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Equador, um agente do Serviço de Imigração e Controlo Alfandegário dos EUA tentou entrar no consulado, mas foi impedido pelos funcionários para proteger os equatorianos que se encontravam dentro da missão diplomática.
Minneapolis, no Estado de Minnesota, no norte dos Estados Unidos da América, tornou-se o centro de uma tensa confrontação nacional devido à severa campanha de deportação do presidente Donald Trump, depois de agentes do ICE terem disparado contra e tirado a vida a dois manifestantes este mês, um deles, Alex Pretti, no sábado, enquanto estava imobilizado no chão por agentes mascarados.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram um homem com o rosto ocultado a tentar entrar no edifício equatoriano, enquanto um funcionário o informa de que não está autorizado a fazê-lo.
O Ministério exigiu que “actos dessa natureza não se repitam em nenhum dos escritórios consulares do Equador nos Estados Unidos”.
Trump anunciou, horas depois, que iria “desanuviar as tensões” na sequência dos dois tiroteios fatais.
A crise que se vive desde 7 de Janeiro em Minneapolis já acusou a morte de pelo menos dois cidadãos americanos, por agentes do serviço de migração, e na semana passada uma criança de cinco foi presa junto com o seu pai. Dias depois a justiça americana negou o pedido dos federais para a sua deportação.
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