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Ex-deputado do Chega julgado por crime de prostituição de menores – Correio da Kianda

Nuno Pardal Ribeiro, ex-dirigente do Chega, começa a ser julgado no dia 26 de Janeiro por prostituição de menores, no Tribunal de Cascais. O Código Penal prevê uma pena máxima de três anos de prisão para este tipo de crime.

Segundo a notícia divulgada pelo Jornal Expresso, o ex-dirigente do partido liderado por André Ventura, está acusado de dois crimes de recurso a prostituição de menores, um dos quais na sua forma tentada, corre assim o risco, de ser condenado a uma pena de três anos de prisão.

Informações avançadas pelo semanário, dão conta que o julgamento decorrerá a porta fechada. Nuno Pardal Ribeiro incitou a vítima como testemunha, mas esta deverá recusar-se a depor porque está a receber apoio psicológico, ainda assim, se o juiz do processo quiser, terá mesmo de ir a tribunal para voltar a contar o que aconteceu. A mãe do rapaz também foi arrolada como testemunha.

Vale recordar que Nuno Pardal Ribeiro foi acusado dos crimes em questão pelo Ministério Público (MP), em Fevereiro de 2025, e pronunciado por uma juíza de instrução no passado mês de outubro.

Os factos remontam a 11 de Julho de 2023 e envolvem um rapaz que tinha então 15 anos, segundo a lei, a idade de consentimento sexual é de 16 anos, e no caso de haver dinheiro envolvido, os dois parceiros têm de ter mais de 18 anos.

A vítima revelou as autoridades, que recebeu vinte euros para praticar sexo oral mútuo com o antigo conselheiro nacional do Chega e que este sabia que ele tinha apenas 15 anos na altura em que isso aconteceu.

A acusação explicou, que os dois conheceram-se no Grindr, uma aplicação usada para convívio entre homossexuais, depois, segundo o MP, passaram a comunicar pelo WhatsApp “para melhor combinarem” um “encontro”, e nesta altura, Nuno Pardal Ribeiro tinha então 51 anos e o jovem 15.

No dia 11 de Julho de 2023, depois de se terem encontrado junto a uma estação de comboios, os dois seguiram no carro do ex-dirigente do Chega em direcção a um pinhal e praticaram sexo oral, no fim, o arguido enviou um código através do MbWay para que o adolescente pudesse levantar vinte euros, e Pardal Ribeiro ainda terá tentado um segundo encontro, que acabou por não se realizar.

O Expresso recorda que durante a instrução, o ex-deputado terá admitido que teve um “acto sexual” com o ofendido, mas negou ter tido sexo oral com ele, alegando que julgava tratar-se de um maior de idade, uma vez que o conheceu num site de encontros amorosos para adultos.

Nuno Ribeiro, assumiu também que deu vinte euros ao rapaz, mas negou ter pagado para ter sexo, afirmado que o dinheiro seria para o jovem ir jantar fora com os amigos.

Os argumentos não convenceram a juíza de instrução, Isabel de Noronha, que pronunciou o antigo toureiro nos termos exatos da acusação do MP.

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