O ex-presidente da Federação Angolana de Futebol (FAF), Armado Machado, expressou esta segunda-feira, 26, o seu desapontamento com a destruição e desaparecimento do Hotel Palanca Negra, equipamento que ele próprio construiu para garantir a sustentabilidade financeira da federação. As declarações foram feitas ao Bola Em Campo, a margem da apresentação da parceria entre a CAF e a UNITEL.
Machado explicou que, durante os dez anos em que presidiu a FAF, investiu recursos próprios e mobilizou equipamentos para construir o hotel, que contava com 64 quartos, 15 suítes, salas, bares e restaurantes, servindo clubes, atletas e visitantes privados. Segundo ele, o hotel permitia à federação gerar receita própria e reduzir dependência do Estado.
“Todo mundo pagava para se hospedar. Era um projeto que deu sustentabilidade económica à federação. Mas deixaram roubar tudo. Nem uma porta ficou, nem uma fechadura”, lamentou Machado, frisando o desgosto pessoal por ver o equipamento desaparecer, apesar do esforço investido na sua construção.
O ex-presidente contou ainda que, durante a construção, solicitou apoio à FIFA, que enviou equipamentos desportivos, e que chegou a vender cerveja para ajudar a financiar o projecto, ressaltando o seu compromisso em ajudar o país e o futebol angolano.
Machado destacou a importância do Hotel Palanca Negra para o desenvolvimento do futebol nacional e criticou a falta de preservação e gestão adequada das infraestruturas da FAF, evidenciando um problema histórico na administração de recursos públicos e desportivos em Angola.
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