O ex-primeiro-ministro e candidato presidencial na Guiné-Bissau Baciro Djá quebrou meses de silêncio e pela primeira vez acusou a Plataforma Republicana, coligação que apoiou a eleição de Umaro Sissoco Embaló, de ter ligação ao alegado golpe de Estado de 26 de novembro de 2025, que interrompeu o processo eleitoral no país.
As declarações foram feitas durante uma conferência de imprensa em Bissau, mas tiveram consequências imediatas. Djá foi detido pela Polícia da Ordem Pública e conduzido à segunda esquadra, onde permaneceu algumas horas antes de ser libertado.
Durante o pronunciamento, Djá destacou que existem diferentes interpretações sobre os acontecimentos de novembro. Segundo ele, embora não tenham participado directamente do golpe, a Plataforma não é inocente, pois alguns de seus membros ocupam actualmente posições no comando militar e no governo.
As declarações levantam evidencia a tensão política entre militares, governo e oposição, além de deixar dúvidas sobre a liberdade de expressão política no país. Analistas locais alertam que a detenção de figuras políticas críticas ao governo pode aumentar a polarização e comprometer o diálogo institucional, fundamental para a estabilidade democrática no país.
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